Tribuna do Leitor

CASA PARA ESTUDANTE


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Li as cartas nesta coluna sob o mesmo título “Casa Para Estudante”, de autoria do jornalista Pedro Romualdo e do estudante de jornalismo da Unesp/Bauru, Douglas Romano. Em 2001, comentei por intermédio desta coluna reportagem do JC, noticiando protestos realizados pelos estudantes universitários do câmpus de Bauru da Unesp.

Segundo a reportagem, 300 alunos com apitos, caminhão de som e frases de protestos, reivindicavam construção de restaurante universitário, moradia e assistencia estudantil. Dizia em minha carta: é a força dos jovens universitários reivindicando benefícios à classe estudantil. Porém, ressaltava: infelizmente as crianças não fazem o mesmo, não dispõem de condições próprias para se reunirem, gritar, protestar exigindo benefícios a favor das suas escolas, tão marginalizadas. São crianças, menores de l6 anos, não votam, não interessam aos políticos.

Lembrava na ocasião que a Constituição Federal de 1988 trouxe nova concepção ao tratamento a ser dado às crianças de 0 a 6 anos de idade. O caráter assistencialistas predominante foi substituido pelo educacional. Essa faixa etária antes excluída passou a fazer parte integrante do sistema escolar brasileiro. Grande conquista educacional na área da educação infantil. Afirma o estudante universitário Douglas Romano em sua carta: “o comentário do jornalista Pedro Romualdo mostra o quão desinformado está nossa população no que se refere à situação dos universitários da Unesp/Bauru”.

Ao contrário, pela primeira vez leio uma defesa pública priorizando o ensino fundamental, conforme fez o jornalista Pedro Romualdo, em sua carta de (8/5), nesta coluna. O acesso ao ensino público gratuito é assegurado pela C.F. em caráter obrigatório, apenas ao ensino fundamental. O Poder Público não está obrigado a oferecer educação infantil, ensino médio e superior. Vagamente dispõe: “Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”.

Quanto ao ensino fundamental, o acesso é obrigatório, gratuito e direito subjetivo. O não-oferecimento do ensino fundamental ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. Ah, se as crianças tivessem o poder de protestar como os jovens universitários. Como suas escolas seriam diferentes!...

Sou a favor da escola pública para todos e em todos os graus, com o mesmo padrão de qualidade. A C.F. completa este anos 15 anos de vigência, as creches continuam como outrora, instituições assistenciais, necessitando de campanhas beneficentes para seu funcinamento. Os pais com poder financeiro não matirculam seus filhos em escolas públicas de ensino fundamental e médio, alegando deficiência no aprenizado, matriculando seus filhos em escolas particulares pagas. (Rodolpho Pereira Lima - professor aposentado do magistério estadual)

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