A incontinência urinária é uma doença que se caracteriza pela perda de urina involuntária, geralmente por conta do enfraquecimento do assoalho pélvico. Ela é mais freqüente entre as mulheres e pode ter origem em vários fatores, como falta do hormônio estrógeno (que enfraquece a musculatura pélvica) ou trabalhos de parto normais consecutivos.
Uma vez enfraquecida, a musculatura não consegue segurar a uretra na posição correta e a urina pode escapar involuntariamente mediante qualquer esforço que pressione a bexiga, como um espirro, uma gargalhada, o levantamento de peso.
Agora existe um dispositivo que pode ser comprado em farmácias e usado em situações de maior esforço, como para ir à academia. Trata-se de uma pequena sonda que a própria mulher coloca na uretra antes da atividade. Enquanto estiver ali, a sonda bloqueia a saída da urina. Após o esforço, basta puxar a sonda e descartá-la.
Outro método usado para reverter este problema é a técnica de TVT - um tipo de fita que é colocado embaixo da uretra para servir de suporte para ela. O urologista Estevam Lozano Cruz explica que a “fita” funciona como um “suspensório”, impedindo que a uretra “caia” quando pressionada.
“A novidade é que até agora o TVT era feito com material não absorvível, que apresentava rejeição em 3% a 5% dos casos. Agora, um laboratório desenvolveu uma fita de material absorvível. Em aproximadamente seis meses o material assume características dos tecidos humanos, como se fizesse parte daquele organismo”, explica o médico.
Segundo o médico, a colocação da fita é feita numa cirurgia minimamente invasiva. Requer apenas um dia de internação, pode ser feita com raquianestesia ou anestesia local e sedação. A recuperação leva cerca de 15 dias, contra os 30 dos procedimentos anteriores.