A Diretoria de Ensino alega que não há demanda reprimida em Bauru, na rede estadual de ensino, para alunos portadores de deficiência.
De acordo com o dirigente regional de Ensino, Jair Sanches Vieira, nove escolas estaduais de Bauru têm professores habilitados para trabalhar com deficientes auditivos, visuais e físicos.
Há duas modalidades de atendimento aos portadores de deficiência, atualmente. A primeira são as classes especiais, em que há apenas deficientes. A outra é a divisão do tempo do aluno entre classes comuns e salas de recursos - com menor número de alunos, computador em braile, trabalho de linguagem de sinais e metodologia diferenciada.
Há nove salas de recurso em Bauru, sendo cinco para deficientes auditivos, duas para mentais e duas para visuais - num total de 100 alunos.
Há também 13 classes especiais, com 157 estudantes, e uma sala mista no Centro Estadual de Ensino Supletivo (Cees) “Presidente Tancredo Neves” para deficientes auditivos e visuais.
“Não sobra professor habilitado com nível universitário, mas não falta vaga para as crianças. Que eu saiba, todas têm atendimento”, diz Maria Glória Monge, supervisora da educação especial.
A transição de classes especiais para sala de recursos é um trabalho difícil porque até as famílias têm preconceito e querem os deficientes em classes separadas. “Queremos todos os alunos em escola comum e tendo esse atendimento separado na sala de recurso”, reforça Maria.
Vieira ressalta que 58 professores que lidam com deficientes em sala de aula estão sendo capacitados pelo Núcleo de Integração, Habilitação e Reabilitação (NIR), do Centrinho. “Estamos treinando os professores para entender e até para falar um pouco a linguagem de sinais”, expõe o dirigente.
“São os diferentes professores de português, matemática, história, geografia, nas diferentes escolas”, acrescenta.