Turismo

Festas celebram a fertilidade

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

A maior e mais famosa festa junina do Brasil acontece anualmente em Campina Grande, no Estado da Paraíba. Nos gestos e tradições repetidos até hoje pelos participantes, há muito mais do que folclore ou crença.

Há a história dos povos. A fogueira pagã foi santificada pelo cristianismo, que, incapaz de acabar com as festas impuras, incorporou a tradição e elegeu São João para substituir June - ou Hera - a deusa que também é mãe.

João Batista, o profeta que passou toda a vida anunciando a chegada do Messias, teria nascido no dia do solstício de verão europeu, 24 de junho, exatamente o dia em que eram realizadas as festas pagãs. Santo Antônio, que comanda a festa no dia 13 de junho, entrou por mãos - e devoção - dos portugueses. São Pedro, acompanhado por São Paulo, foi trazido mais tarde pela tradição católica e fecha o mês, regendo as festas do dia 29.

A tradição das festas juninas chegou ao Brasil com os jesuítas, que pretendiam atrair os gentios da terra para o cristianismo.

Além de ser um ritual forte e alegre, com tudo o que parecia agradar aos índios, as festas da fertilidade européias tinham estranhas e improváveis coincidências com os rituais indígenas: também os índios acendiam fogueiras, comiam, cantavam e dançavam para os deuses em junho.

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