A nossa cidade não melhorou como merecia. A sociedade mudou, cresceu, mobilizou-se politicamente e bateu de frente em governo despreparado para lidar com a modernização. Não sabendo o que fazer, os homens públicos da máquina governamental começaram a dar respostas de emergência, mas estapafúrdias, à crise da cidade. Porque as mudanças estruturais não foram percebidas e procuram enfrentar situações novas com soluções antigas.
Nem se poderá atribuir à administração atual a responsabilidade total das melhoras não saírem como é ideal, pois cabe à sociedade e a seus representantes legislativos dar-lhes os contornos de eficiência que devem ter. No presente caos, é preciso deixar de lado os interesses corporativos e agir em prol da cidade. A hora é de ficarmos atentos e estimular os homens públicos de boa vontade (coisa rara) a não deixar que a máquina municipal seja usada com vistas ao processo eleitoral do próximo ano. (Nildo Matos de Araujo - RG 11.963.052)