Regional

Estatística do HAC confirma liderança

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A exemplo do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, o câncer de pele também lidera as estatísticas do Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú. Entre 2000 e 2002, o HAC registrou 11,4 mil novos casos de câncer. Desse total, 26% era de pele. Em segundo lugar ficou o câncer de mama, com 11% das ocorrências.

Na opinião da professora Luciana Patrícia Fernandes Abbade, do Departamento de Dermatologia, da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), existe uma razão simples que explica a alta incidência de câncer de pele não só na região, mas em todo o País.

“A doença afeta principalmente os moradores dos países tropicais, como o Brasil, por causa dos longos períodos de sol”, justifica. Nos países mais ao Sul do hemisfério, a incidência é menor. Lá o inverno é mais rigoroso e o sol não brilha tanto e tão forte como no Brasil.

Até por esse motivo, os descendentes de europeus estão no grupo daqueles que mais sofrem com a doença. “Por causa da pele clara, as chances deles desenvolverem câncer é maior”, explicou a professora.

Segundo ela, existem três tipos básicos de câncer de pele. O mais comum e o que oferece menos riscos à saúde é o carcinoma basocelular. Normalmente, ele causa uma ferida na pele que nunca cicatriza.

O segundo tipo, que requer um pouco mais de cuidado, é o carcinoma espinocelular. Ele afeta principalmente os trabalhadores rurais, que ficam mais tempo expostos ao sol. Geralmente, a doença se manifesta na parte inferior dos lábios.

Por fim, o tipo menos comum e o mais letal é o melanoma. Segundo dados do Instituto do Câncer (Inca), ele representa apenas 4% dos casos de câncer de pele, mas a alta possibilidade de metástase (disseminação) faz dele o pior de todos os tipos.

Apesar da gravidade do tumor, ele tem cura desde que medicado em sua fase inicial. Aliás, todos os tipos de câncer de pele tem cura se descoberto precocemente, segundo informou Luciana.

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