Polícia

Após tiroteio, PM prende assaltantes

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Policiais militares e três homens acusados de ter roubado o posto de atendimento do Banespa que funciona na Regional Administrativa Mary Dota e que estavam em um Monza trocaram tiros por volta das 14h30 de ontem na rua São Paulo e na Praça da Bíblia, na Bela Vista. O carro só parou quando teve dois pneus furados e após dois dos três ocupantes terem sido baleados.

Várias casas na Praça da Bíblia e veículos que estavam estacionados na rua São Paulo foram atingidos durante o tiroteio, mas nenhum civil nem policial militar foi ferido. No Monza, placas CXF 8143, de Bauru, os policiais militares recuperaram o dinheiro roubado do Banespa, conta o major Pedro Batista Lamoso, comandante operacional do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I).

Foram roubados R$ 3, 3 mil e o revólver do vigilante do banco, que também foi usado para efetutar disparos contra os policiais, mas foi recuperado. Foram presos Ivan Reis dos Santos, 22 anos, foragido da Penitenciária de Avaré, onde cumpria pena por roubo, Zamir Carvalho Teixeira, 27 anos, e Joaneslei Pinto Ferreira, 30 anos, foragido da cadeia de Iperó, onde cumpria pena por roubo, estelionato e porte de arma.

Zamir foi baleado de raspão na cabeça, no ombro e braço e até ontem à noite continuava internado no Pronto-Socorro Central, com escolta. Ele tem passagem pela polícia por roubo e tráfico. Ivan, que foi baleado no braço, após medicado, foi recolhido ao Centro de Detenção Provisória (CDP), juntamente com Joaneslei.

Os três foram autuados por roubo, cuja pena prevista é de quatro a dez anos de reclusão, e periclitação da vida (colocar a vida de outrem em perigo), cuja pena é de seis meses a um ano de reclusão, explica o delegado Carlos Creppe Júnior, do 2.º Distrito Policial. “Nenhum deles é de Bauru. Eles contaram que se conheceram quando estavam presos na Penitenciária 2 e resolveram fazer o assalto na cidade”, diz o delegado.

Apesar de nenhum morador ou transeunte ter sido baleado, o tiroteio assustou os moradores da Bela Vista. “Nos primeiros tiros, achei que fossem rojões de festa junina e saí na calçada para ver. Quando percebi que era tiroteio, voltei correndo para dentro para me esconder”, conta o comerciante José Carlos de Oliveira.

A loja dele, na Praça da Bíblia, em frente de onde ocorreu um dos tiroteios, foi atingida por pelo menos três disparos. Mais medo ainda passou a dona de casa Lúcia Cafeo de Freitas, 68 anos, e seu marido. “Eu estava na cozinha quando ouvi o primeiro estampido e fui em direção ao vitrô da sala. Quando ouvi os outros, voltei para cozinha para me proteger. Meu marido, que estava na sala, não teve tempo de correr. Deitou-se, no chão”, relata.

Pelo menos seis projéteis atingiram a casa de Lúcia. Um deles fez um buraco na lataria do carro da família, que estava na garagem, além de estilhaçar o vidro dianteiro. “Quando eu estava voltando correndo para cozinha, senti um ardor no dedo. Acho que era um chuvisco de bala”, relata, apesar de não ter sido ferida.

O assalto

Na hora do assalto, havia cerca de 20 pessoas dentro do posto de atendimento do Banespa, segundo o relato do vigilante à Polícia Militar. De acordo com o vigilante, os ladrões, que não usavam máscara, pegaram o dinheiro do caixa e seu revólver e saíram rapidamente, sem ferir ninguém.

O major Lamoso ressalta que a rápida comunicação do roubo e a agilidade dos atendentes do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) colaboraram para que os três fossem presos logo em seguida. “Os atendentes do Copom passaram em rede as informações à medida que as recebiam”, diz.

Quando o Monza transitava pela avenida Nuno de Assis, na altura da rodoviária, foi avistado por uma equipe do Tático-4, que passou a perseguir o veículo. Na tentativa de fugir, o condutor do Monza entrou na contramão em várias ruas na região da Baixada do Silvino.

Comentários

Comentários