Um casal de namorados de Bauru foi achado morto na madrugada de ontem próximo à caixa de água da Quinta da Bela Olinda. O rapaz, Gabriel Penna, 20 anos, e a moça, Marilene Pinho, 19 anos, morreram com um tiro na cabeça. O crime ainda é um mistério. A polícia trabalha com várias hipóteses, mas até ontem à tarde ainda não tinha suspeitos.
A hipótese de homicídio seguido de suicídio não está descartada, embora a arma encontrada no carro estivesse desmuniciada. A hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) também está sendo investigada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), encarregada de esclarecer o crime, embora o carro e todos os pertences de ambas as vítimas estivessem no local.
Os corpos dos dois, banhados em sangue, foram achados dentro do Gol placas CJI 9070, de Bauru, da família da moça. Gabriel foi morto no banco dianteiro do passageiro. Já Marilene, que era estudante de direito, foi morta no banco traseiro. Pela posição dos corpos no interior do Gol, o casal poderia estar acompanhado de mais duas pessoas.
Essa hipótese foi levantada pelo fato de Gabriel ter sido encontrado no banco dianteiro do passageiro e sua namorada no traseiro. No porta-objetos localizada na porta do carro, do lado do motorista, foi achado um revólver calibre 32, desmuniciado, com numeração regular, que está sob investigação.
A família de Gabriel garante que a arma não pertencia ao rapaz. “O carro era da família de Marilene e a arma não sei de quem era”, diz Moacir Ávila Rosa, tio de Gabriel. A mochila da estudante foi encontrada a 30 metros do local. Em seu interior havia um recipiente plástico contendo 6 gramas de maconha.
Na carteira de Gabriel, encontrada no bolso da calça jeans que ele usava, havia um invólucro contendo 0,6 gramas da mesma droga. No assoalho do carro foi localizado um projétil deflagrado. Dois celulares pertencentes às vítimas foram achados no local intactos.
Cena estarrecedora
Os corpos sem vida e o sangue espalhado no interior do veículo formaram uma cena estarrecedora até para os policiais que atenderam a ocorrência. Eles chegaram ao local após receber uma solicitação de um desconhecido, que disse ter visto o carro abandonado no local.
A violência estampada no banco e nos vidros do carro mostraram o fim de um casal que namorava há nove meses. O projétil que atingiu a nuca de Gabriel transfixou em cima do olho esquerdo. A bala que atingiu a cabeça da estudante também perfurou uma de suas mãos.
A jovem foi encontrada com a mão sobre o ferimento, posição de defesa que ela pode, por instinto, ter adotado na tentativa de segurar o projétil.
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Investigações
As mortes de Gabriel e Marilene estão sendo investigadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O titular da delegacia, José Jorge Cardia, não quis arriscar qual a hipótese mais provável para explicar o crime. Ele limitou-se a dizer que há uma equipe trabalhando no caso. “Pedimos uma pesquisa datiloscópica para obter todas as impressões digitais deixadas no carro e um exame residuográfico para apurar a hipótese de homicídio seguido de suicídio”, frisa.
O exame residuográfico, segundo Cardia, vai mostrar se há resíduos de pólvora nas mãos dos dois jovens mortos. O delegado diz que trabalha com três hipóteses: homicídio, latrocínio e suicídio.