Polícia

Suspeito de matar namorados é preso

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu ontem um suspeito de ter matado o casal de namorados Gabriel Penna e Marilene Pinho, na madrugada de quinta-feira na Quinta da Bela Olinda. I.R.S.J., 18 anos, nega seu envolvimento no crime e diz que tem um álibi para se livrar das acusações. A polícia não divulgou o nome completo do rapaz porque ainda está colhendo as provas.

Segundo a Equipe de Homicídios da DIG, foi através das informações de testemunhas que a polícia chegou ao acusado. “Ele teria vendido um quilo de maconha para Gabriel Penna com a condição de receber o valor de R$ 450,00 em uma semana. Como Penna não teria pago, ele teria passado a pressioná-lo e a ameaça-lo”, conta o delegado J.J. Cardia, titular da DIG.

De acordo com o depoimento de pessoas que sabiam do caso, Penna não teria feito o pagamento da droga porque considerou a maconha de péssima qualidade. “O rapaz era usuário de droga e tinha começado a traficar, segundo revelou as investigações”, relata o delegado.

As ameaças feitas pelo vendedor da droga teriam se intensificado nas semanas que antecederam o crime. “O acusado teria ido até o Jardim Colina Verde, onde moravam os parentes de Penna, e publicamente tentado adquirir munição para revólver 38 e 32”, conta Cardia.

Se ele conseguiu comprar ou não a munição, a polícia ainda não sabe. “Estamos investigando para identificar o vendedor da munição”, ressalta.

Hipótese

A Equipe de Homicídios da DIG trabalha com a seguinte hipótese para o crime: o suspeito teria vendido a droga para Gabriel, que não teria feito o pagamento combinado e, por isso, estaria sendo ameaçado.

Na noite do crime, por volta das 21h30, Marilene foi até o Colina Verde e na presença de várias pessoas encontrou-se com o namorado. O casal saiu no carro de propriedade da mãe de Marilene, que era dirigido pela moça.

Depois disso, não há testemunhas do que ocorreu com o casal. Apenas uma delas disse ter visto o acusado no bairro, mas sozinho. A polícia supõe que o casal tenha sido abordado por duas pessoas, sendo que o acusado teria assumido a direção do Gol, deixando Penna no banco dianteiro do passageiro.

Um segundo envolvido teria ocupado o banco traseiro junto com Marilene. I.R.S.J teria dirigido o carro até a Quinta da Bela Olinda, onde o segundo envolvido teria dado o tiro na nuca de Gabriel, já que estava sentado no banco de trás e, em seguida, atirado contra Marilene, que estava a seu lado.

Se a história se confirmar, o revólver 32 encontrado no porta-objetos da porta do motorista pode pertencer ao acusado, que teria fugido sem perceber que a arma tinha caído. Outra suposição é que, na correria, ele teria abandonado a arma.

A arma usada na execução do casal ainda não foi encontrada pela polícia. “Pedimos a prisão temporária do suspeito por 30 dias para poder aprofundar as investigações. Temos que colher provas suficientes para poder esclarecer o crime”, enfatiza um integrante da Equipe de Homicídios da DIG.

A polícia não tem previsão de quando poderá prender o suposto segundo envolvido. “Se ele for preso poderá esclarecer vários pontos obscuros da execução do casal”, diz o delegado.

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Álibi

I.R.S.J., 18 anos, nega que tenha matado o casal de namorados. “Eles podem me prender, mas eu não tenho nada a ver com essa execução”, diz. Ele admite que conhecia Gabriel Penna e que é usuário de drogas. “Eu não faria uma coisa dessas. Minha mulher está grávida”, conta.

O acusado explica que tem um álibi para se livrar das acusações. “Na noite do crime fiquei tomando umas cervejas em um bar do Jardim Pagani. Eu estava com um casal de amigos. Ficamos lá até a meia-noite. Eles viram quando eu peguei um mototáxi para o Araruna, onde eu moro”, afirma.

O jovem frisa que era amigo do irmão de Penna. “Eu sou amigo do irmão dele e nunca vendi maconha. Só fiquei sabendo do crime através de amigos”, diz.

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