São Carlos - Funcionários e professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciaram anteontem uma nova paralisação. Os professores devem ficar sem dar aulas até a próxima sexta-feira.
Já os 750 funcionários da unidade em São Carlos (150 quilômetros a Nordeste de Bauru) paralisam suas atividades até sábado, quando haverá em Brasília uma reunião de todo serviço público federal para definir ou não uma greve por tempo indeterminado. Em maio, os funcionários da UFSCar fizeram uma paralisação de 48 horas.
Hoje, uma parte dos manifestantes estará em Brasília e uma outra estará em São Carlos reunida com o ministro da Educação Cristovam Buarque. O ministro visita a UFSCar de manhã e, à tarde, participa de um debate no teatro Florestan Fernandes.
O principal objetivo da classe, segundo o coordenador geral do Sindicato dos Técnicos Administrativos da Universidade, Carlos Cícero Nogueira, é barrar a reforma Previdenciária.
Dentro desse contexto, diz Nogueira, são alvo de reclamações dos servidores federais a questão da taxação do inativo e o aumento da idade da aposentadoria para homens e mulheres.
“Isso tem proporcionado uma verdadeira ‘correria’. Cerca de 6 mil professores estão saindo das universidades. O ensino, que já estava em crise, agora fica em situação ainda pior, com a contratação de professores despreparados”, disse.
Em São Carlos, cerca de 7,5 mil alunos devem ser afetados diretamente com a paralisação. Todos os setores da instituição aderiram à greve.
Uma reunião geral entre professores, funcionários e alunos, anteontem, serviu para elaborar uma carta conjunta de intenções, contra a reforma da Previdência. O documento foi lido na sessão da Câmara de ontem à tarde e será levado até Brasília, no sábado.