Política

Clima na Câmara ainda é de indecisão

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O resultado da votação que decidirá a abertura ou não de Comissão Processante (CP) para o prefeito Nilson Costa (PTB) é uma incerteza. O pedido, resultado do relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Carne, será discutido e votado na sessão de segunda-feira. Para ser aprovado, são necessários 11 votos, ou seja, maioria simples.

O clima ontem nos corredores do Poder Legislativo era de indecisão. Poucos vereadores aceitaram comentar o assunto e posicionar seu voto. Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), por exemplo, assumiu que vai mesmo seguir a orientação do partido e votar pela instalação da Comissão Processante.

Na última sessão legislativa, que votou o relatório da CEI da Carne, o pefelista se confundiu na hora da votação e acabou favorecendo o prefeito Nilson Costa ao dizer não ao documento. A situação provocou o descontentamento da vereadora Catarina Carvalho (PFL), que votou a favor do relatório. Ela exigiu uma explicação formal do colega de legenda à direção do PFL, o que aconteceu em reunião realizada anteontem.

“Vou acompanhar a decisão da executiva do PFL. Meu voto será pela instalação da Comissão Processante, que dará ao prefeito o direito de se explicar ainda mais sobre a denúncia”, afirma Paulo Eduardo.

Outros parlamentares não assumem como vão destinar seu voto na sessão de segunda-feira, mas insinuam dicas que levam a conclusões. Zito Garcia (PPS), membro da bancada da situação, deve votar contra a instalação da Processante.

Na sessão de segunda-feira, ele votou a favor da emenda assinada pelo vereador Edmundo Albuquerque (PPS), que pedia a retirada do relatório do pedido de CP para o prefeito. Também votou a favor do pedido da vice-presidente da Câmara, Majô Jandreice (PC do B), para votar o documento em destaques.

Mas no momento da votação final do relatório, sem as modificações pretendidas pelos situacionistas (pró-Nilson), Zito votou a favor da aprovação do relatório, provocando surpresas. No dia alegou que estava disposto a articular pelas duas emendas. Como não obteve sucesso, decidiu votar pela aprovação do relatório.

“A situação hoje está mais fácil (a favor do prefeito). Acho que temos chances (de arquivar o pedido de Processante). Tenho andado pela cidade e a população sabe que uma alteração no Executivo neste momento poderá causar prejuízos ao município”, comenta.

Na bancada de oposição também há posições assumidas. O vereador José Carlos Batata (PT) vai manter o voto dado na segunda-feira passada. Ou seja, votará pela abertura da Comissão Processante para o prefeito. Segundo a presidente da executiva municipal do partido, Estela Almagro, a decisão é oriunda de uma reunião da legenda realizada no sábado passado.

Três vereadores do PDT - Faria Neto, Salvador Afonso e Sérgio Rosseto (que assumirá na condição de suplente) - preferiram não declarar voto.

Faria diz que seu posicionamento vai depender das conversações que manterá com os demais colegas do partido. Afonso garante que já tem seu voto definido, mas afirma que ele será conhecido no momento da votação. Rosseto diz que ainda não avaliou o conteúdo do processo para se posicionar, o que fará neste final de semana.

Comentários

Comentários