Tribuna do Leitor

Homenagem a Dona Zez


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Era manhã de segunda-feira, (9/6/2003), quando recebi a notícia do falecimento de dona Zezé. Maria José Bianchi; esse era o nome desta tão querida e respeitada Senhora, mas que para todos era dona Zezé. Conheci-a quando iniciava a carreira do magistério, em meados de 1969. Àquela época, eu ministrava aulas de admissão ao ginásio, numa sala em minha própria residência e todos os dias tinha o prazer de me encontrar com aquela simpática senhora, que logo de manhã tinha um compromisso de visitar a Casa do Garoto ou as famílias carentes do Parque Vista Alegre. Passava e, com largo sorriso, tinha sempre um bom dia a desejar.

Realizava um árduo trabalho voluntário em prol dos necessitados, tanto materialmente, quanto espiritualmente. Cuidava com zelo da Igreja e sempre transitava com braçadas de flores que usava para enfeitar o altar da Igreja. Tinha um fiel amor ao Cristo e à Virgem Santíssima das Graças. Sabia proferir as palavras certas nas horas certas: palavras de carinho, de consolo, de sabedoria, sem nunca ofender as pessoas.

E dona Zezé se foi, como um anjo, para junto do Pai Celeste. O que ficou? Ficou o exemplo de bondade, de caráter ilibado, de garra, de honestidade e, acima de tudo, de amor ao próximo. A prova maior de tudo isso foi a cerimônia do funeral de dona Zezé, que nunca vi igual nos dias de hoje. Estava presente todo o Parque Vista Alegre e adjacências. Durante o velório e missa de corpo presente, realizados na Capela da Casa do Garoto (justa homenagem), padre João, pároco da Matriz, enalteceu o trabalho desta guerreira.

Quero deixar aqui registrado o privilégio de ter conhecido dona Zezé, ter sido seu amigo e ter apreendido muito com ela. Um afetuoso abraço a seus filhos e também aos netos e bisnetos, pois muitos foram meus alunos no passado. Descanse em paz, dona Zezé. Temos a certeza que lá do céu existe mais um anjo a nos guiar. (José Jurandir Gonçalves - professor - RG 5.590.016-1)

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