Tribuna do Leitor

Positivo e negativo


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Hoje, o que está acontecendo com a nossa Bauru pode ser visto por dois pontos, duas óticas diferentes, muito diferentes. Se você preferir prismar pelo modo pessimista, verás que o apocalíptico momento não tem retorno e veremos um triste fim por essas paradas (não terras paradas). Será que podemos discordar destes?

O que estamos vendo há um certo tempo, nos dará folgadamente margem para isto. A cassação de prefeitos e vereadores, polícia, cadeia. A cidade numa treva total. Obras faraônicas, como o viaduto sobre os trilhos, tal qual um grande esqueleto de dinossauro ainda em pé e que serve agora apenas para alguns pouquíssimos do esporte radical na prática do rapel.

E é demais, por mais que não enxergamos - ou não queiramos enxergar. Esse como exemplo mais sólido, e tantos outros a serem lidos nesse jornal, escândalos após escândalos por “bastidores” dos que deveriam governar. Em quantos ou em qual deles podemos realmente confiar?

A cidade não está em estado de inércia, pois os buracos se multiplicam aceleradamente a olhos nus. Viadutos parados, pontes recém-inauguradas interrompidas, até quando? A revoada das poucas empresas que aqui ainda estavam e a não vinda de outras. Como se esse fosse solo dos mais inférteis, dos mais miseráveis. Teremos, então, mais um prefeito cassado?

As dívidas, insegurança e os fatos levam ao descrédito, vendo assim cada vez mais utópico o sonho de uma cidade próspera e com boa qualidade de vida. Li há alguns dias sobre a possibilidade de mais uma cassação e que talvez a cidade não suportasse mais essa. Mas com certeza tal fato não seria mais catastrófico que uma possível impunidade. E ao meu ver, só temos um caminho se quisermos ver fênix renascer.

É pela ótica e pela prática do otimista. Que tudo isto nos dará cancha, visão política para acertarmos (pelo menos com menor margem de erros) sobre quem nos governará com o mínimo de competência atrelada à honestidade nas próximas eleições. E que se tiver de cassar, que sejam cassados quantos por assim o fizerem. E que o último a sair acenda a luz. (Demerval Assis da Silva - RG. 14.668.193)

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