Reginópolis – As cadeias da região começaram a ser desativadas em meados do ano passado. A primeira foi a de Piratininga, em agosto de 2002. No início deste ano, foi desativada a Cadeia Pública de Lençóis Paulista, e no último dia 5 foi a vez da cadeia de Reginópolis - desativada depois de 15 anos de funcionamento.
Os 34 detentos que estavam em Reginópolis foram transferidos para outras cidades da região. Os 19 presos provisórios foram para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e os sentenciados para os presídios de Itaí, Serra Azul e Pirajuí.
A cadeia de Reginópolis foi a segunda a ser desativada após a inauguração do CDP de Bauru. A primeira foi a de Bauru.
Segundo o delegado titular de Reginópolis, Adriano Joaquim Guedes, a cadeia tinha capacidade para 18 presos, mas abrigava 34 nos últimos dias de funcionamento.
O prédio possuía apenas três celas e também vivia o drama da superlotação. Apesar disso, a unidade, que abrigava apenas presos por crimes sexuais, não tinha um histórico de rebeliões, segundo o delegado.
Guedes afirma que, comparado a outras cadeias da região, o prédio de Reginópolis era um dos que possuía melhor infra-estrutura.
Entretanto, segundo o delegado Seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, o contrato de alimentação dos detentos da cadeia expirou no início de junho e, por conta disso, o prédio foi escolhido para ser um dos primeiros desativados, após a liberação do CDP.
Segundo Guedes, o trabalho da Polícia Civil da cidade melhorou muito após a desativação da cadeia. “Nós passamos a fazer investigação policial, ao invés de fazer escolta, levar presos ao médico. Nós voltamos para o nosso serviço, que é fazer investigação.”
Últimos registros
Conforme matéria publicada na edição de anteontem do JC, no último domingo dez presos participaram de uma tentativa de fuga na Cadeia Pública de Pederneiras. Oito dos participantes são provenientes de Bauru.
A ação foi evitada por um carcereiro, que percebeu a movimentação dos detentos e acionou a Polícia Militar. Foi a segunda tentativa de fuga em dois meses.Grande parte dos detentos do prédio de Pederneiras é de Bauru. O mesmo ocorre com outras cadeias da região, como é o caso de Avaí.
No último dia 22, 42 detentos da Cadeia Pública de Duartina se recusaram a voltar às celas e iniciaram uma rebelião.
O motim, que durou cerca de 9 horas, só terminou quando a polícia permitiu a entrada da imprensa. Os detentos queriam manifestar publicamente o descontentamento com a lentidão da Justiça no julgamento dos processos. Na ocasião, o local, que tinha capacidade para 18 presos, abrigava 42, o que caracteriza um caso de superlotação.