Passar anos em contato direto com uma instituição e depois deixá-la para trilhar novos caminhos rumo à reabilitação auditiva. Essa tarefa difícil, porém necessária, teve de ser enfrentada recentemente por alunos do Centro Educacional do Deficiente Auditivo Cedau (Cedau) - unidade externa do Centrinho/USP que atua na reabilitação auditiva - que tiveram “alta”.
“Foi como cortar o cordão umbilical”, conta a bancária aposentada Maria Lúcia Alves Venturini, mãe de Pedro Paulo Alves Venturini, 16 anos, que desde o começo do ano trocou o convívio diário com os amigos do Cedau por uma vaga no Colégio Técnico Industrial (CTI) do campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Maria Lúcia conta que o convívio com o Cedau começou em 1992, quando se mudou de Botucatu - onde trabalhava no departamento de aprovação de crédito de um banco - para Bauru com o objetivo de matricular o filho no Centrinho/USP.
Pedro Paulo nasceu com deficiência auditiva – a exemplo da própria mãe, que também usa aparelho auditivo. “Ele ficou dez anos no Cedau e isso construiu vínculos afetivos muito fortes.”
Para a coordenadora da unidade Cedau, pedagoga Maria José Buffa, o trabalho da unidade é “gratificante” e “incomparável”. “Aqui a gente trabalha em clima de harmonia e bem-estar. Com certeza, as crianças percebem isso e, dessa forma, tudo evolui com facilidade”.