Tribuna do Leitor

Um desfile de promessas


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Muito se discute sobre a política brasileira, sem mencionar a forma como os candidatos atuam perante os eleitores na época das campanhas eleitorais. Eles escolhem suas melhores roupas para discursar nos palanques, demonstram a sua capacidade para expor argumentos e buscam de todas as maneiras conquistar os eleitores.

Os partidos políticos vinculam imagem errônea sobre os candidatos, o que proporciona ao cidadão um acúmulo de informações. À medida que a campanha alcança seu ápice, os eleitores são subordinados às falsas promessas, além do tão sonhado lugar ao lado do candidato eleito. Convém lembrar que a população ainda não sabe escolher um plano de governo que venha priorizar as obras sociais (saneamento básico, educação, saúde, entre outros benefícios que podem propiciar uma dignidade).

Sempre buscamos encontrar um político competente, honesto e, sobretudo, com propósitos voltados à sociedade, e não simplesmente ao seu enriquecimento pessoal.

Outro problema enfrentado pela população é a falta de critérios usados para escolher os futuros representantes do governo, pois se vendem por objetos ilusórios como cestas básicas, materiais de construção... À medida que os políticos assumem verdadeiramente seu papel dentro da sociedade, os problemas passam a ter solução. O desafio está aí, basta a gente confiar e escolher o melhor para enfrentar os problemas. Mas quando isso chegará?

Portanto, a política é, sem duvida nenhuma, um grande palanque, aonde há simulações, promessas e, quem sabe, soluções expostas aos eleitores! Hoje estamos vivendo uma política diferente com a transição de FHC para Lula. E muitos estão otimistas, acreditando que o novo presidente seja a solução para o caótico quadro brasileiro. As discussões atuais passam pela política tributária, a reforma previdenciária, o programa Fome Zero, o preço de produtos e combustíveis. Outros dizem que isto é o início do sonho de um menino que se tornou realidade. Resta torcer para que o Brasil volte a crescer e, principalmente, para que tirem do papel todas as idéias revolucionárias. Quais as chances disso acontecer? (Silvio César dos Santos - 1.º ano de Jornalismo - Unesp)

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