Um decreto publicado na semana passada oficializou as alterações no sistema de transporte para deficientes físicos, que começa a operar no dia 1 de julho. Entre as novidades, está o fato de que o cadastramento poderá ser feito pelas próprias instituições que trabalham com os portadores de deficiência, como a Sociedade de Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Comude), Francisco Takao Kajino, diz que o objetivo foi facilitar a vida dos usuários. “As entidades farão a avaliação e criarão um cadastro, que será encaminhado para a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb)”, revela.
Embora faltem apenas alguns dias para o início do sistema, Kajino acredita que o tempo é suficiente para fazer o registro. “As entidades já sabem quem é que vai precisar do serviço. Basta preencher o cadastro”, afirma.
As mudanças foram pedidas no início de maio, durante uma reunião entre representantes do Comude e da Prefeitura Municipal. O decreto original previa que o cadastramento seria feito pela Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), que alegou não poder fazer o serviço, já que não há exigência de laudo sócio-econômico.
A assessoria de imprensa da Emdurb informou que a empresa fará o cadastramento dos deficientes que não freqüentam nenhuma entidade. Nesse caso, o laudo será feito por um médico da Secretaria da Saúde. O serviço, porém, ainda não está disponível, pois depende de uma reunião que será realizada nos próximos dias.
Acesso
Duas vans adaptadas com elevadores e que foram cedidas pela Transurb, responsável pelo sistema de transporte coletivo da cidade, farão o serviço. Terão direito de utilizá-lo as pessoas que apresentem dificuldades físicas de acesso aos ônibus, principalmente as que se locomovem em cadeiras de rodas.
Kajino diz que será feito um acompanhamento para saber se as duas vans serão suficientes. “Se sentirmos que há necessidade, pediremos mais veículos”, declara.
Ele estima que o transporte alternativo abrangerá cerca de 1.000 pessoas. “Mas nem todas o utilizarão, pois uma parte já tem carro próprio”, opina.
O presidente do Comude lembra ainda que há regras de atendimento e prioridade para o serviço. “Se for uma emergência médica, o atendimento será feito pelas Unidades de Resgate. As vans servirão para quem tem uma consulta ou fisioterapia agendada”, conta.
Além disso, terá direito ao transporte quem precisar usá-lo para ir ao trabalho, escola e atividades de cultura e lazer, entre outros.