Reginópolis - Uma operação conjunta da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru e da Delegacia de Reginópolis (70 quilômetros a Noroeste de Bauru) resultou na prisão de três pessoas, no esclarecimento de dois roubos e na apreensão de uma pistola 765. O trio agia na região, mas tinha como base Bauru, onde todos moravam.
A informação de que o mototaxista Nestor José Garcia, 24 anos, de Bauru, mas que já havia morado em Reginópolis, tinha visitado a vítima do assalto levantou suspeita. A polícia apurou que realmente ele havia visitado o lavrador Maurício Donizete Pereira.
Garcia saberia da existência de uma indenização trabalhista recebida pelo lavrador, pouco tempo antes. O dinheiro, cerca de R$ 14 mil, estava na casa, escondido em lugares diferentes.
Com a informação, segundo o titular da delegacia de Reginópolis, Adriano Crês, iniciaram-se as investigações. Com o apoio da DIG de Bauru, o acusado foi localizado e confessou não só roubo, mas também um assalto a um posto de gasolina em Barra Bonita.
Uma das armas usadas nos assaltos foi apreendida. Trata-se de uma pistola Taurus 7.654, municiada. Ela foi furtada em Ourinhos.
O delegado pediu a prisão temporária, que foi decretada não só para Garcia, mas também para Marcelo Ribeiro Massarente e Valdeci Aparecido Luiz. Massarente responde a outros crimes, como tentativa de homicídio e porte de entorpecente. Valdeci Luiz, por sua vez, tem passagens por lesão corporal e roubo.
O trio vai responder por roubo qualificado, crime que prevê reclusão de quatro a dez anos como pena.
Como foi
A cidade de Regionópolis não registrava um roubo há mais de dois anos. No dia 14 de junho, por volta das 6h45, o lavrador Maurício Donizete Pereira, 24 anos, e sua tia, Zulmira Pereira, 68 anos, foram surpreendidos por dois homens armados que amordaçaram as vítimas e as prenderam em um banheiro.
Após vasculharem a casa atrás do dinheiro, fugiram levando R$ 4 mil. O sobrinho e a tia conseguiram escapar das amarras e acionaram a polícia. Porém, os ladrões não foram localizados.
De acordo com o delegado, o mototaxista não participou diretamente do crime, mas teria sido o mentor. Segundo Crês, foi ele quem forneceu as informações para que a dupla de amigos praticassem o roubo.
O lavrador reconheceu os dois assaltantes na sede da DIG. A tia dele não fez o reconhecimento porque sofreu um trauma com o acontecimento. “Foram os piores momentos de minha vida. A pior experiência. Fui criada no sítio e nunca imaginei que pudesse passar por essa situação. Durante muitos dias fiquei sem dormir, tendo pesadelos”, contou.
Celular incriminou
O aparelho celular roubado no posto de combustível de Barra Bonita, na madrugada do último dia 23, incriminou o trio por roubo. Os três não foram reconhecidos pelas vítimas porque dois agiram encapuzados e o terceiro não chegou a ser visto pelo frentista e pelo cliente do posto, que foram rendidos pelos ladrões armados.
Segundo informações da DIG de Bauru, o trio chegou no posto e rendeu o frentista Diego Rogério Giancomeli e o cliente Willian José Campanucci. Os dois foram presos no banheiro enquanto os acusados roubavam R$ 520,00 do posto e R$ 35,00 do frentista.
Os três fugiram com o veículo Fiat Uno placas 9252, de Igaraçu do Tietê, que pertencia ao cliente do estabelecimento. Na fuga, levaram também um aparelho celular, apreendido com um deles, anteontem.
O carro foi abandonado próximo do posto e eles fugiram em uma moto. Segundo o titular da DIG/Bauru, delegado J.J. Cardia, a pistola apreendida com eles foi furtada de uma residência em Ourinhos, em outubro de 2000. Os acusados alegam que não furtaram a arma, mas que a adquiriram de um caminhoneiro.