Jaú - A Delegacia de Investigações Gerais de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) prendeu ontem supostos integrantes de uma quadrilha que estaria atuando na cidade e seria a responsável por pelo menos cinco crimes nos últimos meses.
Normalmente, eles atacavam casais de namorados ou pessoas que tinham algum veículo como carro ou moto.
De acordo com o delegado Edmilson Marcos Bataier, a quadrilha começou a ser desvendada a partir da apreensão de uma arma, que estava com o menor J.A.G.P., 16 anos, no último fim de semana.
Por intermédio do menor, os policiais conseguiram descobrir a identificação dos demais integrantes da quadrilha. J.A.G.P. foi reconhecido por uma das vítimas, segundo informou Bataier.
Pelo menos cinco pessoas são apontadas como membros da quadrilha. Entre eles estão Rafael Augusto Palmeira, 19 anos, e Leandro Souza, 18 anos. Ambos foram ouvidos pelo delegado e teriam confessado os crimes.
Ontem, foi expedido mandado de prisão contra eles. Souza foi preso, mas Palmeira está foragido, segundo Bataier. Outros dois adolescentes estão sendo investigados pela polícia - J.A.B., 13 anos, e L.R.G.P., 16 anos.
A quadrilha é acusada de ter baleado pelo menos três pessoas durante assaltos. O taxista Ademir Godoi, foi baleado na perna no dia 24 de maio. Mesmo ferido, ele foi colocado no porta-malas do veículo e só foi socorrido horas depois. Godoi chegou a ser internado, mas morreu em seguida.
Outra vítima foi Ricardo da Silva. Ele foi baleado enquanto namorava dentro do carro. A bala permanece alojada em seu maxilar.
O entregador de lanches Reinaldo Aparecido Ferreira também foi baleado quando reagiu a um assalto supostamente praticado pela quadrilha.
Os assaltantes queriam a moto. A vítima reagiu, foi baleada no braço, mas conseguiu fugir. Ele reconheceu J.A.G.P. como um dos assaltantes.
De acordo com Bataier, os acusados com mais de 18 anos serão autuados por crime qualificado, corrupção de menores e formação de quadrilha. Os adolescentes serão encaminhados à Vara da Infância e Juventude.
Um sexto suspeito também está sendo investigado. No entanto, a polícia preferiu não fornecer a identificação para não prejudicar as investigações.
O trabalho de identificação e prisão dos acusados está sendo feito em conjunto por policiais da DIG e do 2.º Distrito Policial de Jaú.