Hortas, galinhas, gado, ar puro e canto dos pássaros são elementos que fazem parte do cenário de bairros rurais. Quem mora nesses locais, longe do agito do centro de Bauru, dificilmente troca a tranqüilidade pelo estresse urbano.
Através de entrevistas concedidas ao JC nos Bairros, a população de bairros rurais de Bauru mostrou que quem experimenta a qualidade de vida de tais comunidades não pretende abandoná-la.
Os hábitos são outros, o ar é outro, as conversas são outras e o ritmo de vida e a diversão também são distintos. Em vez de freqüentar bares e boates durante a madrugada, as pessoas de comunidades rurais dificilmente saem de casa. Dormem cedo e acordam com o cantar do galo.
Aos fins de semana, um jogo de futebol no campinho do bairro reúne de crianças a idosos. Motivo de alegria. Vez ou outra, uma festa no barracão da igreja, com direito a forró, também faz as famílias saírem de casa à noite.
João Vieira, 34 anos, trocou a vida no Núcleo Mary Dota, em Bauru, por uma casa no Distrito de Tibiriçá - para onde mudou-se com a esposa e o filho há seis anos. Ele afirma que prefere o bairro rural devido à tranqüilidade. “Gostamos muito de morar aqui. É um sossego. Eu adoro isso. A gente vive sem medo”, diz.
João vai diariamente a Bauru a trabalho. Ele teme a violência da cidade e está satisfeito com a calmaria de Tibiriçá. “Eu me sinto inseguro dentro de Bauru”, confessa.