Quem pratica atividades físicas não consegue repor todos os nutrientes apenas com a alimentação, mesmo que ela seja balanceada. A opinião é da nutricionista Sheiza Bianchi Souza, que trabalha em uma academia de ginástica prestando consultoria a seus alunos.
Ela também é proprietária de uma loja que vende basicamente suplementos alimentares, um nicho comercial que está crescendo em Bauru.
“Cada produto possui uma fórmula adequada para determinada necessidade”, salienta. Ela possui a loja há cerca de um ano e diz que procura orientar os seus clientes no momento da compra. “Na minha opinião, os suplementos deveriam ser vendidos com receita do médico ou do nutricionista”, enfatiza.
Segundo ela, assim como os complexos vitamínicos, que podem acumular determinado nutriente no organismo, os complementos alimentares, se ingeridos de maneira incorreta, vão trazer conseqüências indesejáveis para a pessoa.
A maioria dos produtos é feito com matéria-prima importada e prometem auxiliar na reposição de nutrientes que são gastos ou consumidos em quantidades menores do que o ideal.
Tem suplementos feitos à base de proteínas, carboidratos, sais minerais e vitaminas. Há também os termogênicos, que aceleram a queima de gordura, favorecendo o emagrecimento. Quanto a este último, existe uma restrição: os que são compostos de efedrina (uma substância estimulante, que pode acelerar os batimentos cardíacos e eleva a pressão arterial) estão com a comercialização proibida.
Sheiza explica que a maioria de seus clientes é formada por esportistas, desde atletas de basquete até pessoas que simplesmente fazem uma caminhada diária. Eles estão em busca de uma maneira de melhorar o desempenho e até mesmo aumentar a massa muscular.
“Quem faz ciclismo, por exemplo, precisa repor a energia que é perdida nas pedaladas; quem pratica musculação, procura um nutriente que ajude a fortalecer a musculatura”, detalha.
Um pote desses complementos alimentares pode variar de R$ 18,00 a R$ 60,00, dependendo dos seus componentes.
Embora não fique o tempo todo na loja, a nutricionista diz que presta consultoria a seus clientes, indicando o melhor produto para o caso de cada um.
Apesar dos seus conhecimentos profissionais, ela não estaria apta a oferecer tal serviço, segundo o médico Júlio Horta Filho, reumatologista e geriatra, especializado em medicina ortomolecular. “Isso é função do médico. A nutricionista deve apenas mostrar para o paciente como fazer uma alimentação adequada, retirando dos alimentos os nutrientes necessários para o seu bem-estar”, afirma.
Sheiza destaca, no entanto, que é possível indicar uma dieta balanceada, complementada pelos nutrientes, baseando-se no estilo de vida da pessoa.
Ela ressalta que, se ingeridos de forma aleatória, alguns produtos podem acarretar complicações para o organismo. “Se a pessoa consumir muita proteína, por exemplo, pode sobrecarregar o rim”, salienta.