Jaú - O Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) lança hoje o Programa Permanente de Prevenção do Câncer de Boca. Inicialmente, o programa, que conta com o apoio do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, abrangerá sete municípios da microrregião.
O projeto piloto será desenvolvido em Jaú, Bariri, Brotas, Bocaina, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê e Itapuí. O objetivo é capacitar profissionais da saúde (médicos, dentistas, enfermeiros e fonoaudiólogos), por meio de cursos e treinamentos, visando a detecção precoce da doença. Se isso for feito, as chances de cura são maiores, segundo informou a assessoria de imprensa do hospital.
Por outro lado, será criado um ambulatório, que funcionará às sextas-feiras, destinado a atender os casos suspeitos ou com diagnóstico fechado. A idéia, segundo a assessoria, é agilizar o atendimento dos pacientes encaminhados pelo programa. Isso incluiria cirurgias e outros tratamentos, feitos de forma gratuita, através do Sistema Único de Saúde (SUS).
O programa de prevenção envolverá os profissionais do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HAC. Entre eles estarão cinco médicos, um cirurgião-dentista e uma fonoaudióloga.
Estatísticas
Segundo dados do Inca, estão previstos para este ano mais de 7 mil novos casos de câncer da cavidade oral, na região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais). A previsão é de que cerca de 1,8 mil pessoas irão morrer em decorrência da enfermidade.
No Hospital Amaral Carvalho, as consultas do Departamento de Cabeça e Pescoço respondem por 27,1% do volume total registrado, sendo a maior porta de entrada do hospital.
De acordo com o médico João Fanton Neto, infelizmente, muitos pacientes são encaminhados ao hospital com a doença em estado avançado.
Ele assinalou que a capacitação de profissionais da área de saúde deve contribuir para um diagnóstico mais rápido e preciso.
Fanton Neto destacou também a importância do apoio das prefeituras e das secretarias de saúde dos municípios envolvidos. Na opinião dele, os veículos de comunicação terão papel vital para o sucesso da iniciativa.