A partir de hoje, usuários da rodovia SP-225, no trecho entre Bauru e Itirapina, pagarão mais caro nas três praças de pedágio existentes entre as duas cidades.
No trecho entre Bauru e Jaú, o pedágio passa de R$ 4,00 para R$ 5,00, nos dois sentidos da pista. Entre Jaú e Itirapina existem duas praças, embora a pista não esteja duplicada. Na primeira, em Dois Córregos, a tarifa passa de R$ 3,80 para R$ 4,80, no sentido Itirapina-Jaú. Na segunda praça, em Brotas, o valor sobe de R$ 3,60 para R$ 4,60, no sentido Jaú-Itirapina.
O reajuste foi anunciado no último sábado pelo diretor-geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Sílvio Minciotti.
O aumento nas tarifas das rodovias privatizadas pelo Estado é anual e toma como base o IGP-M, que foi de 31,52% entre julho de 2002 e julho de 2003.
De acordo com diretor-geral da Artesp, o reajuste será aplicado em duas parcelas. A primeira correção será de 23,64%, válida a partir de hoje, e o restante a partir de 1 de janeiro de 2004.
O reajuste anual das tarifas de acordo com o IGP-M está previsto no contrato firmado entre as concessionárias e o Governo do Estado de São Paulo, de acordo com o Edital de Licitação nº 016/CIC/97.
A primeira correção, de 23,64%, se dará sobre a tarifa quilométrica em vigor. O valor do pedágio resulta da multiplicação dessa tarifa quilométrica pela extensão do Trecho de Cobertura do Pedágio (TCP), segundo informou a assessoria de imprensa da Centrovias - concessionária que administra o trecho de rodovia entre Bauru e Itirapina.
As estradas administradas pelo Governo do Estado, como a rodovia Marechal Rondon, ainda não tem índice de reajuste previsto.
Repercussão
O aumento surpreendeu as empresas de transporte de carga. “Imaginávamos no máximo 16,5%, que é a média da inflação dos últimos 12 meses”, afirmou o presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga (NTC), Geraldo Vianna.
A entidade estima um impacto de 5% sobre o custo final dos fretes por causa da medida. Desde 98, a tarifa por quilômetro - base para a cobrança - foi reajustada em 105,43%, por causa do IGP-M, hoje o índice mais vulnerável às variações cambiais.
No fim de semana, o diretor-geral da Artesp disse que o governo estuda negociar outro índice com as concessionárias.