A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) está retomando, neste mês, a plena carga o Programa Luz no Campo, de eletrificação rural, que foi desacelerado durante o período de racionamento de energia. Airton Salton Rosek, gerente de comercialização de energia no varejo da empresa, informa que a previsão é de ligar cerca de 1,2 mil clientes rurais em cidades na área da Paulista, que cobre 234 municípios no Interior do Estado de São Paulo.
Rosek afirma que esse programa ligou 1,3 mil propriedades, no ano passado. Na região de Bauru, onde existem 2.358 possíveis consumidores cadastrados, em 2001, foram ligados 512, dos quais 80 só na cidade de Bofete, próxima a Botucatu, que teve a inauguração em fevereiro. O gerente garante que o trabalho na região vai continuar.
O programa é considerado pela empresa como social, pois a Companhia financia as pessoas que não têm energia na área rural, com a aplicação de uma taxa de juros de 6% ao ano, o que é baixo para os padrões de financiamento existentes no mercado.
Ao todo, no ano passado, na área de concessão da empresa, foram cadastrados pela passado cerca de 4,7 mil clientes, dos quais só restam 3,4 mil, que devem ser atendidos de acordo com um cronograma anual estabelecido pela CPFL. Até o final do ano, a intenção é que esse número caia para 2,1 mil.
Porém os proprietários rurais que ainda não se cadastraram ainda podem fazê-lo, segundo Rosek. O programa tem a parceria das prefeituras, que recebem os pedidos dos interessados. No passo seguinte, a solicitação é enviada para a Paulista que encaminha para a área de engenharia realizar um projeto, que vai determinar a viabilidade do atendimento, levando-se em conta a distância que a propriedade está da rede e o valor. O financiamento do custo será negociado com o dono da área. O prazo da instalação varia de acordo com a distância.
Rosek afirma que o valor cobrado pela concessionária para realização desse tipo de serviço é cerca de 50% inferior ao cobrado pelas empresas do mercado. Além disso, comercialmente, o retorno é de longuíssimo prazo, já que o consumo desses clientes costuma ser muito baixo.
O Programa Luz no Campo, destaca o gerente, tem se desenvolvido bem na área de concessão da CPFL. Ele lamentou o fato do ritmo de instalação ter diminuído, no segundo semestre de 2001, em razão do racionamento.