Os trabalhadores da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) aderiram maciçamente a paralisação de quatro horas, ontem, para forçar o governo a iniciar o processo de negociação com a categoria. As principais reivindicações são: 18,3% de reajuste nos salários e benefícios,10% de aumento real, indenização por perda de massa salarial, política de saúde e segurança.
Em Bauru, só quatro funcionários do corpo gerencial da CTEEP entraram para trabalhar na manhã de ontem, segundo informou o diretor de imprensa do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia/CUT), Francisco Monteiro.
Na avaliação do sindicalista, em todo o Estado de São Paulo a adesão atingiu cerca de 100%. “Houve paralisação de quatro horas em Santa Bárbara, Jupiá, Votuporanga, Araraquara, Ribeirão Preto, Mococa. Em Bariri a paralisação foi de duas horas na Cesp/ hidrovia. Todas as usinas da Cesp no Interior paulista paralisaram 100%.”
Monteiro afirmou que os serviços essenciais estão garantidos. “Os operadores que iam trocar de turma, permaneceram em serviço. Receberam lanche e ficaram trabalhando até as 11 horas quando, então, fizeram a troca.”
Para o sindicalista, a mobilização pode encerrar o movimento, dependendo do que for tratado na reunião agendada para hoje. “O governo marcou uma negociação para amanhã (hoje) com a direção das empresas. O processo de negociação está com 30 dias de atraso”, reclama.
De acordo com ele, o atraso se deve à negociação do governo com os funcionários do metrô. “São categorias distintas. A data-base do metrô é abril. A nossa é em junho. Nós estamos reivindicando a reposição da inflação e não entendemos que isso seja uma conquista.”
O Sinergia tem um cronograma de luta, caso as negociações não cheguem a um denominador comum. “Esperamos que o governo autorize as empresas a iniciar a negociação. Caso contrário, vamos fazer um dia de paralisação no próximo dia 14 e, no dia 21, deflagramos a greve por tempo indeterminado.”
A data do início da greve pode sofrer modificação, segundo o Monteiro. “Estamos tentando unificar a data do início da greve. Inicialmente, foi escolhido o dia 21.”