Um acidente ocorrido entre um mototáxi e um automóvel deixou duas vítimas fatais e duas pessoas em estado grave, anteontem à noite, na rodovia SP-321, que liga Bauru a Iacanga, próximo ao trevo do Jardim Colina Verde.
Por volta das 23h40, Edson Domingos da Silva, 42 anos, dirigia o Fiat 147 na rodovia, no sentido Iacanga-Bauru. Segundo o registrado em boletim de ocorrência, Silva invadiu a pista contrária da rodovia, próximo ao quilômetro 345, e colidiu de frente com o mototaxista Luís Carlos Brito, 47 anos, que transportava o passageiro José dos Santos, 33 anos.
Os dois ocupantes da moto morreram na hora, antes que houvesse tempo para socorrê-los. O motorista do Fiat sofreu uma contusão e Luciana Camargo, de 24 anos, passageira do carro, teve trauma craniano. Os dois foram levados pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros para o Pronto-Socorro Municipal (PSM).
Até a tarde de ontem, Silva continuava internado em observação e Luciana permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado regular. O 2.º Distrito Policial vai instaurar inquérito para investigar o motivo do acidente e Silva poderá ser indiciado por homicídio culposo (sem a intenção).
De acordo com o tenente Luís Carlos Ferreira da Silva, da Polícia Militar Rodoviária (PR), neste ano 43 pessoas morreram em 38 acidentes ocorridos nas rodovias atendidas pela 1ª Companhia da Polícia Militar Rodoviária, com sede em Bauru.
Na rodovia Marechal Rondon, no trecho entre os quilômetros 320 e 400, foram 16 vítimas fatais. Nas rodovias SP-294 (Bauru-Marília) e SP-225 (Bauru-Jaú) foram registradas cinco mortes em cada uma. Já na SP-321 (Bauru-Iacanga) sete pessoas morreram neste ano, incluindo o mototaxista e o passageiro da moto.
A grande maioria dos acidentes aconteceu em horários de grande movimento, e principalmente à noite, após as 19h, de acordo com Silva. Já na área urbana de Bauru oito pessoas perderam a vida no trânsito neste ano, segundo o comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar, capitão Nelson Garcia Filho.
No ano passado, foram 33 vítimas fatais de acidentes. “Os maiores perigos são motociclistas que não utilizam o capacete corretamente, ciclistas sem equipamento de proteção e sinalização adequados e atropelamentos”, diz Garcia Filho.