Depois de dois anos, a banda Engenheiros do Hawaii está de volta a Bauru. Hoje, a partir das 23h, Humberto Gessinger (voz, guitarras, violão e teclados), sobe ao palco da Cervejaria dos Monges, acompanhado dos músicos Paulinho Galvão (guitarras), Bernardo Fonseca (baixo) e Glaucio Ayala (bateria, percussão e vocais).
Criada em 1986, a banda liderada pelo gaúcho Gessinger passou por várias formações (a atual existe há dois anos) e ganhou destaque no cenário do pop rock nacional com os sucessos “Infinita Highway”, “O Exército de um Homem Só”, “Pra Ser Sincero” e “O Papa é Pop”, entre outros.
Contando com 15 CDs gravados, os Engenheiros estão, atualmente, realizando turnê pelo País para divulgar o novo álbum da banda: “Dançando no Campo Minado”. O disco traz faixas inéditas como “Camuflagem” - que faz críticas aos ataques terroristas - e “Fusão a Frio”, uma reflexão aos vícios e doenças detectadas na sociedade moderna.
Em entrevista concedida via e-mail ao Jornal da Cidade, o cantor, músico e compositor Gessinger fala sobre o show, o último álbum e reflete sobre a sociedade. Confira a seguir os melhores trechos.
Jornal da Cidade - Qual será o repertório do show? Vocês vão apresentar antigos sucessos? Humberto Gessinger - Vamos tocar oito músicas do disco novo e 12 antigas, que cobrem todos os outros discos.
JC - Fale um pouco sobre o novo álbum, “Dançando no Campo Minado”. Gessinger - É o 15.º da banda, terceiro desta formação. Estamos muito satisfeitos com o disco. São onze músicas inéditas que podem ser ouvidas como se fossem uma única longa canção. O disco começa sombrio e pesado, mas aos poucos vão pintando uns raios de esperança.
JC - Quais são as inovações sonoras do último disco do Engenheiros do Hawaii? Gessinger - Acho que o disco é uma evolução natural do nosso trabalho, não vejo grandes rupturas. As sementes que lançamos no “Surfando Karmas & DNA” floresceram no “Dançando No Campo Minado”.
JC - De quem são as composições de “Dançando no Campo Minado”? As músicas foram inspiradas em quais temas? Gessinger - As letras são todas minhas, com exceção de alguns versos de “Segunda Feira Blues” escritos por Carlos Maltz, baterista da banda até 1995. O disco traz ainda parcerias minhas com Paulo Galvão (guitarra) e Bernardo Fonseca (baixo). A inspiração pinta onde e quando menos se espera... não há regras para compor.
JC - A primeira faixa, “Camuflagem” aborda os ataques terroristas. A canção “Segunda Feira Blues 1” tem um teor de manifesto socialista. Quais as influências das novas músicas? Elas são de protesto? Gessinger - O disco tem muito a ver com as várias guerras que vivemos nos nossos dias... Não só guerras entre nações, mas guerras que acontecem dentro de nós mesmos. Temos que viver entre o otimismo da vontade e o pessimismo da razão. Não sei até que ponto são protestos, desabafos ou reflexões... Talvez as músicas sejam tudo isso ao mesmo tempo.
JC - Como a banda avalia o rock atual? Gessinger - Para mim, agora é o melhor dos tempos, nunca achei tão bom ter uma banda e estar na estrada. Temos um público muito legal e é por eles e para eles que tocamos.
JC - Quais são os próximos planos do Engenheiros do Hawaii? Gessinger - Até onde a vista alcança estaremos na estrada, “Dançando No Campo Minado”. Nunca fiz muitos planos : um dia de cada vez.
• Serviço
Show da banda Engenheiros do Hawaii hoje, a partir das 23h, na Cervejaria dos Monges. Avenida Getúlio Vargas, 7-50. Informações: (14) 234-7773.