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Rapaz de 17 anos morre em "pelada"

Rita de Cássia Cornélio com Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O estudante Douglas Botelho da Silva, 17 anos, morreu no domingo à tarde quando jogava bola no bairro onde morava, no Núcleo Joaquim Guilherme. O laudo necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que o rapaz morreu subitamente vítima de trombose e embolia pulmonares e tuberculose, que já estava em estágio avançado.

Amante do futebol, o adolescente gostava de participar de um bate-bola no bairro, especialmente nos finais de semana, comenta Rodrigo Machado, 15 anos, que estava jogando bola com Douglas. “Ele cabeceou a bola e deitou no chão”, lembra.

Os outros jogadores, de acordo com Rodrigo, não estranharam o fato de Douglas ter deitado-se no chão. “Achamos que ele tinha se cansado. Estávamos jogando logo depois do almoço, por volta das 14h30. Como ele estava com as mãos sobre o rosto, fui chamá-lo para voltar ao jogo”, relembra Rodrigo.

Ao levantar a mão do amigo, Rodrigo percebeu que ele se contorcia, como se estivesse com uma forte dor. “Ele estava se contorcendo. Em seguida, o nariz dele começou a sangrar”, conta.

Os jogadores se apavoraram e correram para a casa da mãe de Douglas, a cerca de 100 metros do local do jogo, no mesmo bairro. “Nós chamamos a mãe dele, que acionou a Unidade de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros”, relata.

Apavorada, a mãe disse que tentou de tudo para salvar a vida do filho. “Nós chamamos a UR, mas como ela estava demorando, eu saí pela rua gritando por socorro. Nós tentamos abrir a boca dele, que já estava cheia de sangue. O nariz também sangrava”, conta a mãe, Erinete Machado Botelho Silva.

Desesperada com a situação, a mãe pediu a um vizinho que encaminhasse seu filho ao atendimento médico. “Ele foi levado ao Pronto-Socorro Ipiranga e transferido para o Central. Fomos buzinando e pedindo para que o trânsito ficasse livre. Em poucos segundos ele estava sendo atendido pelo médico”, diz a mãe.

Ela afirma que insistiu para o médico prosseguir na massagem porque tinha esperança de que o filho sobrevivesse. “Ele chegou no atendimento médico quase sem vida. O médico começou a fazer massagem e ele deu uma respirada”, lembra.

Douglas, filho caçula de Erinete, não reagiu. De acordo com o laudo do IML, o rapaz tinha tuberculose em estágio avançado. Em conseqüência da doença, um dos pulmões já não estava funcionando. O fato dele ter feito exercício físico desencadeou a embolia pulmonar (obstrução súbita de um vaso sanguíneo) e trombose pulmonar (coagulação do sangue no aparelho circulatório).

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), delegado J.J. Cardia, que ontem ainda não havia recebido o laudo do IML, informou que o caso havia sido encaminhado para equipe de homicídios. “Até que o IML aponte a causa da morte, nós investigamos para confirmar se a morte foi natural ou provocada”, explica Cardia.

Se a morte for considerada natural, o caso é arquivado. “Vamos ouvir as testemunhas para tentar apurar o que causou a morte do adolescente”, diz.

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Mortes em campo

O meio-campo da Seleção de Camarões, Marc Vivien Foe, morreu no último dia 26, durante uma partida contra a Colômbia pela Copa das Confederações, na França. O jogador, de 28 anos, caiu em campo aos 27 minutos do segundo tempo da semifinal do campeonato realizado na cidade de Lion.

Foe, considerado uma das estrelas do futebol camaronês, recebeu tratamento de primeiros-socorros ainda no gramado, onde um grupo de paramédicos tentou reanimá-lo, mas morreu.

No último dia 2 de junho, Maximiliano Patrick Ferreira, o Max, 21 anos, zagueiro do Botafogo de Ribeirão Preto, morreu pouco depois de sentir-se mal durante um treinamento coletivo, no Estádio Santa Cruz. Ele reclamou de tonturas, num lance de escanteio, no ataque, caiu e teve uma crise convulsiva.

O jogador chegou a ser atendido pelo médico Alexandre Veja e levado ao Hospital Ribeirânia, a menos de 500 metros do estádio. O médico suspeitou de problema neurológico - talvez um aneurisma que pode ter provocado uma parada cardíaca.

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