O médico Leonardo Barbi, especialista em medicina esportiva, explica que a morte súbita em atletas com idade abaixo de 40 anos geralmente são provocadas por problemas cerebrais. Já em atletas acima de 40 anos o mais freqüente são os problemas cardíacos.
A morte súbita na prática esportiva, de modo geral, explica o médico, pode ocorrer com atletas profissionais ou não. “Cerca de 98% do casos são provocadas por alterações cardíacas ou cerebrais. Doenças que a vítima já tinha e não sabia anteriormente”, frisa.
Os problemas cardíacos e cerebrais que provocam a morte súbita não se manifestam e por isso não são detectados. “São alterações que só podem ter detectadas por exames que raramente os médicos solicitam sem que a pessoa apresente algum sintoma”, ressalta.
No caso dos problemas neurológicos, a ressonância magnética pode apontar se há algum aneurisma. Já as doenças cardíacas podem ser diagnosticadas através do ecocardiograma.
O especialista descarta a possibilidade da morte súbita ocorrer em função da prática de qualquer esporte após uma refeição. “Pode causar um mal estar, mas morte, dificilmente. O mesmo pode ocorrer se o jogo for sob o sol”, ressalta.
Ele alerta para o risco se o atleta apresentar escurecimento da vista, tonturas, desmaios e palidez. “Esses atletas, profissionais ou não, devem fazer exames prévios, pois podem ser portadores de alguma alteração cardíaca ou cerebral”, orienta.