Jaú – A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) fechou ontem à tarde uma banca de jogo do bicho em Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru). Dez pessoas foram autuadas em flagrante durante a operação.
A banca funcionava em uma edícula localizada na rua Norberto Galvanini, no bairro Maria Luiza 3. Munidos de mandado de busca, os policiais chegaram ao local e flagraram cinco pessoas que estariam trabalhando na parte operacional e administrativa da banca. “O local era bem organizado e funcionava como espécie de escritório”, afirma o delegado titular da DIG, Edmilson Bataier, que comandou a operação.
No local, foram apreendidos quatro aparelhos de fax, cinco calculadoras, duas secretárias-eletrônicas, duas impressoras, um telefone, um computador e milhares de canhotos de apostas.
Em seguida, os policiais autuaram cinco motociclistas encarregados de recolher o dinheiro das apostas. No total, cerca de R$ 2 mil foram apreendidos.
Eliseu Dorival Barro Júnior, 28 anos, assumiu ser o responsável pela banca. Todos os envolvidos foram autuados em flagrante e, em seguida, liberados. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.
A exploração do jogo do bicho é considerada contravenção penal, cuja pena prevista vai de seis meses a um ano de detenção. Os autuados podem responder o processo em liberdade.
A operação de ontem partiu de uma denúncia anônima. O local vinha sendo investigado pela polícia há 20 dias. Segundo Bataier, essa foi a primeira banca fechada neste ano na cidade. “Embora o jogo do bicho seja uma questão enraizada na própria cultura popular, a gente procura combater. Todas as denúncias que nos chegam são checadas e não é a primeira vez que a gente estoura esse tipo de banca.”
O delegado afirma que em algumas regiões o dinheiro gerado pelo jogo do bicho é utilizado para financiar outras atividades ilícitas. Entretanto, no caso de Jaú, segundo ele, até hoje não há indícios de que isso venha ocorrendo.