Regional

Cafelândia começa a tratar esgoto

Da Redação
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Cafelândia - A Prefeitura de Cafelândia (83 quilômetros a Noroeste de Bauru) inaugura hoje, no distrito de Bacuriti, a primeira Estação Modular de Tratamento de Esgotos da região.

De acordo com o prefeito Luiz Otávio Carvalho (PSDB), a obra vai atender cerca de 2,5 mil moradores e será a primeira estação de tratamento de esgoto da cidade.

Com a entrada em operação da estação de tratamento de esgoto, o distrito de Bacuriti deixa de lançar o esgoto direto no rio Tietê, como era feito até então.

“Nós optamos por construir em Bacuriti por duas razões. Primeiro pelo fato dos recursos disponíveis serem pequenos, o que permitia atender apenas um bairro. E segundo porque lá nós temos o rio Tietê, onde estamos projetando a construção de uma área de lazer”, explica o prefeito.

No restante do município, os resíduos domésticos continuam sendo despejados sem tratamento no rio Saltinho.

O prefeito afirma que já existem estudos da prefeitura visando a construção de uma estação de tratamento de esgoto que atenda a toda a cidade. “Nós estamos assinando um termo de ajuste de conduta junto a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que é um documento onde o administrador público se compromete no prazo de três anos, prorrogável por mais três, construir e resolver a questão ambiental do município”, explica.

Segundo o prefeito, foram investidos R$ 150 mil na construção da obra. A despesa foi coberta com recursos do governo federal e da prefeitura.

Na estação será tratado, em média, o equivalente a 160 mil litros de esgoto por dia. A execução do projeto foi realizada pela empresa Máquinas Agrícolas Jacto, de Tupã. Segundo a assessoria de imprensa do município, a empresa teria utilizado tecnologia japonesa da Mizumo na obra.

De acordo com a assessoria, o método utilizado é o primeiro sistema compacto e modular de tratamento usado no Brasil. Ele trata o esgoto no local onde ele é produzido.

A assessoria afirma que o novo sistema pode gerar uma economia de água potável de cerca de 50%. Além disso, é capaz de garantir qualidade suficiente da água para reutilizá-la em outras atividades como a irrigação de pomares, jardins, plantações, limpeza, entre outras.

Uma das vantagens do sistema modular, segundo o prefeito, é que ele pode ser ampliado conforme a necessidade do município. “Você pode colocar um novo módulo e aumentar a capacidade de tratamento”, afirma.

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