Bairros

Loteadores aguardam sentença

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

“Na medida do possível, a loteadora está executando a infra-estrutura necessária para possibilitar a moradia por parte dos proprietários de lotes.”

É assim que Adhemar Previdello, diretor da Vale do Ipagó Empreendimentos (responsável pelos loteamentos Vale do Igapó), rebate as acusações feitas sobre a administração do bairro.

Ele afirma que parte da infra-estrutura do loteamento está executada. A outra parte depende do resultado da ação civil pública que está em andamento para discutir o problema. O diretor afirma, ainda, que proprietários têm a obrigação de reembolsar a loteadora pelas obras realizadas.

“Parte tem direito de obter infra-estrutura básica através de reembolso para a loteadora”, destaca. “O loteamento está legalizado, mas irregular. Só não foram feitas as obras combinadas com a Prefeitura Municipal de Bauru”, argumenta.

Entre as carências do bairro, está a implantação de guias e sarjetas, além da pavimentação. “O asfalto não é obrigação da loteadora, mas será feito para que o bairro tenha melhores condições de circulação”, garante.

Taxa

Quanto à taxa de manutenção cobrada dos proprietários de imóveis do bairro, Previdello afirma que ela está prevista no contrato e que é aplicada integralmente na manutenção do empreendimento - conservação de ruas e praças, portaria, vigilância, entrega de correspondências, atendimento a clientes e serviços de escritório.

“Nós não temos nenhuma assistência por parte da Prefeitura Municipal de Bauru, que entende que, pelo fato de nós cobrarmos essa taxa, a manutenção deve ser feita pela loteadora”, justifica o diretor.

Sobre a distribuição de água, Previdello alega que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru até agora não se interessou em fazer o serviço.

“Não existe ainda uma rede de água. Pela ausência do sistema de captação e distribuição de água que atenda as normas exigidas, o DAE não se interessa em fazer a distribuição. Nós temos um sistema próprio”, explica o empreendedor.

O Vale do Igapó tem 158 ligações provisórias de água. “Dificilmente alguém reclama de falta de água. Quando reclama, atendemos prontamente”, diz Rubens Eduardo Previdello, da diretoria da loteadora.

A assessoria de imprensa do DAE informou que o loteamento não está regularizado na prefeitura e por isso a autarquia não tem responsabilidade sobre o empreendimento. “A responsabilidade de enviar água para lá não é do DAE. Não é do Município”, informou a assessoria.

Comentários

Comentários