Bairros

Gastos são administrados

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Na opinião do economista Carlos Sette, uma das vantagens do telefone celular pré-pago é que ele auxilia na administração dos gastos domésticos.

“Se for pré-pago, eu acho que compensa a troca (do telefone fixo) porque a pessoa acaba se limitando no valor gasto. Facilita o uso porque ajuda a administrar as contas da casa”, explica Sette.

Segundo o economista, a substituição do telefone fixo pelo móvel pode provocar problemas quando o usuário utiliza o celular da mesma forma que a linha que tinha em casa, efetuando grande quantidade de ligações. “Ele vai acabar pagando muito caro pelo uso do celular”, diz.

Para Sette, a privatização é um dos fatores que possibilitou a popularização dos telefones móveis. “Grupos particulares tinham mais dinheiro para investir em estrutura. Essa estrutura está possibilitando o barateamento do custo dos celulares para que as pessoas possam ter acesso”, expõe.

“Foi um benefício de toda essa mudança estrutural para a privatização”, acrescenta.

Quando o telefone móvel chegou ao Brasil, ele era um produto caro e elitizado. “Para mim, uma das poucas coisas que deram certo foi a privatização da telefonia - a da energia elétrica deu problema. Todo mundo acabou tendo a possibilidade de ter um celular”, argumenta o economista.

Ele acredita na tendência da substituição das linhas fixas pelas móveis, principalmente nas residências em que as pessoas trabalham fora e têm que se comunicar com a empresa ou a família em diferentes momentos do dia.

“Todo mundo hoje tem o seu celularzinho na bolsa. É uma comodidade que acaba sendo um instrumento de trabalho”, observa.

Sette defende as facilidades que o celular proporciona. “Com o fixo é diferente. Você tem que estar ao lado do telefone em casa ou no escritório para poder falar”, diz.

Sette acrescenta, ainda, que o celular pré-pago é uma alternativa para pais preocupados com filhos adolescentes. “Não é tão caro e os pais ficam mais tranqüilos quando os filhos saem de casa. Em outros tempos, não dava para fazer isso”, argumenta.

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