Pederneiras - É do plantio, cultivo e colheita da cana-de-açúcar que o morador de Pederneiras (26 quilômetros a Leste de Bauru) tira seu sustento. A base econômica da cidade, que tem cerca de 37 mil habitantes, segundo dados de 2002 da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), continua sendo a cana, apesar das 60 empresas de induzido existente na cidade.
O transporte intermodal também está na esteira do progresso do município, que fica a 30 quilômetros de Bauru. Com rede de água e esgoto em toda a sua extensão, Pederneiras conserva o charme de município do Interior com lances de cidade grande.
A praça central tem coreto e queda d’água e ainda é o ponto de encontro da população. Pedintes e filhos de lavradores, que ficavam na rua, estão sendo atendidos pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Do orçamento anual da prefeitura, cerca de R$ 20 milhões, 15% foram destinados à assistência social. A entressafra da cana é também o período em que a prefeitura tem que ajudar as famílias. Normalmente, são distribuídas 850 cestas básicas entre outubro e fevereiro.
As famílias carentes que possuem doentes graves, com câncer ou aids, recebem uma cesta básica complementar para auxiliar na alimentação dos doentes.
Balbinos
Viver em Balbinos (73 quilômetros a Noroeste de Bauru) é como voltar ao passado. Nos dias quentes é normal dormir com a janela do quarto aberta e curtir a brisa da madrugada. O índice de criminalidade é o mais baixo da seccional de Bauru e não chega a causar inveja porque a realidade é fora do comum. Algo que salta aos olhos de quem está acostumado a ter cerca elétrica, cachorro, alarme etc.
Os 1.323 habitantes vivem da cultura da laranja e limão. Quem não trabalha com a lavoura é funcionário público, um total de 130. A renda média do morador de Balbinos é de R$ 300,00/mês. Dinheiro suficiente para que a população mantenha um nível de vida muito saudável.
A única padaria particular da cidade e os dois mini-mercados ainda vendem a prazo. Sem as notas promissórias, eles usam a “caderneta” para marcar os gastos de cada comprador. Quando o pagamento da lavoura sai, os compradores pagam suas compras.
O detalhe importante de morar em Balbinos é que todo mundo se conhece e se alguém fizer algo errado, todo mundo ficará sabendo.
Lazer coletivo não falta. A prefeitura mantém uma piscina pública, dois campos de futebol, sauna e uma quadra. Para treinar a população, há um professor disponível.
Quase todas as moradias são de alvenaria, menos de 10 ainda conservam a casa de madeira. Nas ruas não há pedintes e a única criança que foi abandonada na cidade foi adotada.
O projeto “Espaço Amigo” é responsável pelo ensino de computação e pelo desenvolvimento da horta comunitária. As famílias ainda têm o costume de manter uma horta em seu quintal.
O queijo consumido na cidade é fabricado na área rural e vendido por um preço bem acessível, para que todos tenham acesso.
O último crime grave aconteceu há mais de 10 anos, quando um jogador de futebol agrediu o outro. A mortalidade infantil em 2002 foi zero. O abastecimento de água cobre a cidade toda, assim como a rede de esgoto.
O orçamento anual da prefeitura é de R$ 161 mil, sendo que 4% são destinados a projetos assistenciais que mantêm a cidade sem favela e com todas as crianças na escola e no esporte.
Balbinos não registrou homicídios durante todo o ano de 2002 e de janeiro a junho deste ano, o índice de mortes violentas é o mesmo. Na estatística da polícia, durante o primeiro semestre deste ano foram registrados apenas quatro pequenos furtos.
Agudos
A Ambev e a Duratex são a base de sustentação econômica da vizinha cidade de Agudos (18 quilômetros a Sudeste de Bauru). Nelas está empregada a maior parte da população. Em função da renda dos funcionários, a cidade está livre das favelas e, pela proximidade com Bauru, livre das penitenciárias. Seus presos cumprem pena por aqui.
A rede de esgoto cobre 80% do município enquanto que a rede de água cobre toda a cidade. A taxa de mortalidade infantil em 2002, segundo a Fundação Seade, foi de 5,43 para uma população de cerca de 33 mil habitantes.
A proximidade com Bauru faz com que a cidade de Agudos, embora de pequeno porte, registre um índice de criminalidade considerado alto.
Em 2002 foi registrado um homicídio e neste ano, de janeiro a junho já se registrou três. O número de roubos saltou de 26 para 38 e de furtos de 275 para 313 no mesmo período.