“Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da paz!” A inspiração nos induz a tomarmos a liberdade de iniciar esta matéria usando a primeira estrofe do patriótico hino da bandeira nacional na intenção de saudarmos a nossa querida Bauru, porque a cidade, que reflete fielmente paz e esperança, está vivendo mais um aniversário. Sim, paz de espírito e esperança de ininterrupto desenvolvimento em todos os campos, eis a questão que nos move. E não há como duvidar da existência dessas imensas riquezas na vida da urbe, bastando se olhe para a bondade do bauruense que, despreocupado, cruza as suas ruas, todos os dias, com bonito sorriso nos lábios; ou observar-se o esplendor de sua paisagem urbana, dotada de um céu bem azul, brilhando intensamente nos olhos da gente; ou, ainda, descobrir-se o encanto de seus arranhacéus e demais edificações, mesclando ampla harmonia entre pequenas e grandes; ou, também, acompanhar-se seu trânsito de veículos que, não obstante intenso, raros acidentes protagonizam, milagrosamente; ou, enfim, abrir-se os olhos para a diversidade de suas artérias, as quais refletem todo modernismo e fabulosa simpatia em seus aspectos.
Tem-se aí, então, o motivo face ao qual abrirmos esta opinião oferecendo à Sem Limites as expressivas exortações do sugestivo hino neste seu 107.º ano de fecunda existência, efeméride que grita alegremente nos ouvidos da população com a ruidosa algazarra da criançada nos recreios escolares. Então, saudá-la, prezada Bauru, é inegavelmente preciso, é absolutamente necessário, sem o menor constrangimento, pois não podemos cometer a injustiça de deixar passar esta sua data magna sem que você ouça os aplausos elogiosos de sua gente, que aí se encontra empolgada com sua fisionomia, espelho de um coração, como o seu, sempre aberto para quantos vivem aqui e quantos vêm de longe, do infinito, para contados de amizade, de lazer e de trabalho, a todos tributando você sua docilidade e colocando à disposição a sua generosidade, nunca negando o calor de suas mãos àqueles que lhe estendem as deles. Acolhedora por natureza, como genitora amantíssima, conforme lhe coube revelar, desde seu nascimento, aos que lhe construiram os alicerces e abriram as portas do futuro, a todos acenando com a bandeira de uma evolução ininterrúpta, aí tem você, a seu absoluto serviço, uma comunidade fraterna e operosa, que diariamente lhe muda a vestimenta, que envelhece, e a substitui pelas de suas novas conquistas sociais, culturais e profissionais. Parabéns, menina bonita e escultural! Fazemos votos para que você continue sua caminhada com a coragem com que foi esculpida, há 107 anos, no cenário estadual e nacional, pois lhe está reservado nesse caminho o mesmo destino das mais pujantes cidades do mundo! É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.