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Trecho da Nações será entregue em 1 mês

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O prolongamento de 350 metros da avenida Nações Unidas na direção Norte da cidade será entregue no dia 6 de setembro e ligará o trecho já existente, que termina na rua Floresta, à avenida Jânio Quadros. A obra começou a ser feita em 2001, mas foi interrompida no mesmo ano e retomada apenas em maio de 2002.

A construção de galerias pluviais e bueiros já foi concluída. Máquinas estão trabalhando no local realizando a parte de terraplanagem, última etapa antes da pavimentação.

“Esse trecho que estamos fazendo é com mão-de-obra própria. São todos recursos municipais e os funcionários que estão trabalhando são todos da Prefeitura”, afirma Tânia Kamimura Maceri, que está respondendo pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) durante as férias da titular da pasta, Maria Helena Rigitano.

A prefeitura chegou a contratar uma empresa para realizar o prolongamento da avenida, mas o acordo foi cancelado.

Quando estiver pronto, o trecho terá duas pistas, cada uma com 10,5 metros de largura e três faixas. No entroncamento com a Jânio Quadros haverá uma rotatória para regular o trânsito das duas avenidas.

Um segundo trecho de prolongamento, com mais 150 metros, já está autorizado e deve ligar a Nações Unidas com a rua José Bonifácio. O objetivo da prefeitura, porém, é estender a avenida até a rodovia Bauru-Marília. Um projeto para isso está pronto à espera de recursos. “Ele envolve uma grande área de lazer que seria na fonte do córrego Água do Castelo”, afirma Tânia.

Segundo ela, o projeto é antigo. “Ele existe desde 1989 e faz parte do Plano Diretor da cidade, mas não teríamos uma previsão tão rápida para concluí-lo totalmente. Nós teríamos em torno de 4 mil metros de extensão de via, já incluindo esse primeiro trecho”, declara.

Desenvolvimento

O professor do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, José Xaides de Sampaio Alves, acredita que o trânsito da região será beneficiado com os 350 metros de avenida que estão sendo construídos. “A obra vai melhorar o fluxo e valorizar toda aquela área. Isso tende a gerar uma série de equipamentos de comércio”, diz.

Para ele, o prolongamento da avenida poderá atrair o desenvolvimento para aquele setor da cidade. “É uma região que possui um vazio urbano muito grande e que permitiria a implantação de edifícios verticalizados e um shopping mais popular, por exemplo. A área é extraordinária e, com essa integração, vai se valorizar e permitir novas fontes de geração de emprego no comércio e habitação”, opina.

Para Xaides, se a avenida for estendida até o cruzamento com a rua José Bonifácio, uma parceria com o governo estadual para a construção do trecho final, até a rodovia Bauru-Marília, seria facilitada. “Essa parte em obras é a mais estreita do fundo de vale, que está exigindo obras de galerias mais pesadas. Para cima, o terreno vai ficando mais largo e a obra é mais barata”, declara.

O arquiteto é um dos coordenadores do projeto Pólo de Desenvolvimento, que tem como finalidade promover melhorias para a região Norte, entre elas, a interligação da Nações Unidas com a rodovia.

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Representação

O prolongamento da avenida Nações Unidas também é alvo de uma representação encaminhada por um grupo de sete vereadores ao Ministério Público do Estado (MP), questionando um suposto favorecimento à empresa Zênite Engenharia em contratos executados com a administração municipal. A acusação envolve a rescisão do acordo e a realização de pagamentos acima do previsto.

Os parlamentares Toninho Garmes (PSDB), Faria Neto (PDT), João Parreira (PSDB), Catarina Carvalho (PFL), Clemente Rezende (PSB), Milton Dota Jr. (PTB) e Luiz Carlos Valle (PSB) sustentam que, embora a empresa não tenha realizado 100% de cada uma das cinco etapas previstas da obra, a prefeitura pagou uma diferença de R$ 61.731,31 por serviços não executados.

A empresa deixou de realizar o restante da obra e um termo de rescisão amigável assinado em outubro de 2001. A representação aponta também irregularidades em outros contratos com a prefeitura e com o Departamento de Água e Esgoto (DAE).

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