Política

Prefeito tem dois aliados na Processante

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) foi favorecido na escolha dos três membros que formam a Comissão Processante (CP) do Feijão. Os vereadores Paulo Agustinho (PTB) e Majô Jandreice (PC do B), da base aliada do governo municipal, foram sorteados para compor a CP. O terceiro integrante é Luiz Carlos Valle (PSB), da bancada da oposição.

Os três parlamentares se reuniram logo após o sorteio para definir a ocupação das funções na Processante. Valle foi escolhido presidente. Majô ficou com a relatoria do processo. A primeira reunião será realizada às 15h de hoje, no plenário da Câmara Municipal.

A sessão que definiu a instalação de mais uma CP para apurar denúncia contra o governo municipal foi regada a movimentações de bastidores e tentativas de manobras regimentais que visavam favorecer o prefeito Nilson Costa.

Na tentativa de prorrogar a votação do pedido de Processante, Majô Jandreice, na condição de líder do PC do B, pediu vistas ao processo. O presidente do Poder Legislativo, Renato Purini (PMDB), colocou em votação a solicitação da parlamentar comunista.

O pedido não passou: 11 vereadores se posicionaram contra e oito foram favoráveis. Votaram com Majô os parlamentares Faria Neto (PDT), Edmundo Albuquerque (PPS), José Carlos Batata (PT), Zito Garcia (PPS), Milton Dota Jr. (PTB), Paulo Agustinho (PTB) e Rodrigo Agostinho (PMDB).

Os vereadores Toninho Garmes (PSDB), Catarina Carvalho (PFL), João Parreira (PSDB), José Clemente Rezende (PSB), José Eduardo Ávila (PP), José Walter Lelo Rodrigues (PTB), Leandro dos Santos Martins (sem partido), Luiz Carlos Valle (PSB), Paulo César Madureira (PP), Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) e Salvador Afonso (PDT) foram contra o pedido de vistas.

Dota Jr., que é relator da CP da Carne, justificou seu voto favorável ao pedido de vistas de Majô explicando que a denúncia já compõe a atual investigação, sendo desnecessária uma apuração específica.

Emenda

As articulações da base aliada ao prefeito para amenizar a situação não pararam por aí. Logo após a derrota do pedido de Majô, Edmundo Albuquerque, Zito, Dota Jr. e Agustinho apresentaram emenda ao processo de instalação de CP contra Nilson Costa. O documento também trouxe a assinatura da vereadora comunista.

A emenda transformava a Comissão Processante em Comissão Especial de Inquérito (CEI). A oposição, articulada pelo vereador Toninho Garmes, alegou que para dar entrada no plenário a emenda necessitava de sete assinaturas. Portanto, faltavam o apoio de mais dois parlamentares para legalizar o pedido.

Na seqüência, a Comissão de Justiça, Legislação e Redação deu seu parecer sobre a matéria em plenário. O vereador José Clemente Rezende (PSB) foi indicado relator pelo presidente da comissão, José Walter Lelo Rodrigues (PTB).

Clemente acusou a ilegalidade no pedido diante do mínimo de assinaturas apresentadas para que o plenário votasse a emenda. Os demais membros da comissão - Toninho Garmes, Leandro dos Santos Martins (sem partido), Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) e Lelo acompanharam o parecer do relator.

Depois que a bancada da situação esgotou todas as possibilidades regimentais para amenizar o quadro desfavorável a Nilson, o plenário votou o pedido de instalação da CP.

Posicionaram-se favoráveis à instalação da Processante os vereadores Toninho Garmes, Faria Neto, Catarina Carvalho, João Parreira, José Carlos Batata, José Clemente Rezende, José Eduardo Ávila, José Walter Lelo Rodrigues, Leandro dos Santos Martins, Luiz Carlos Valle, Paulo César Madureira, Paulo Eduardo Martins Neto e Salvador Afonso.

Edmundo Albuquerque, Zito Garcia, Majô Jandreice, Dota Jr., Paulo Agustinho e Rodrigo Agostinho votaram contra a instalação da Comissão Processante.

O vereador Pastor Luiz (PL) não participou das votações. Ele chegou atrasado à sessão legislativa. O parlamentar alegou que estava em viagem.

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