1ª - Acompanhei de longe o desenrolar da polêmica envolvendo as salas de cinema de Bauru. Nessa semana, percebi como a pressão vale a pena. Em uma das salas de exibição, um filme que antes nunca passaria por aqui, “O homem que copiava”, da nova safra dos nacionais. Que a sensibilidade dos mandatários das salas persista, nem que seja em duas sessões diárias, para sairmos da mesmice. De uma coisa podem ter certeza: essa semana vou ao cinema.
2ª - Domingo pela manhã, numa banca de jornais, percebo um homem raivoso subindo a rua 1.º de Agosto. Pára para um papo e desabafa para os presentes à banca. Vinha de um templo religioso, daqueles que aglutinam multidões, lá nas imediações da praça da Estação. Se dizia desiludido em sua fé, pois em todas as vezes que esteve naquele templo, só ouviu referências a dinheiro e doações. Nada contra o dízimo, mas nós estamos nitidamente perdendo a guerra contra o “clero evangélico-vigarista infiltrado em toda vida nacional e que rouba a última migalha das empregadas domésticas” (Fausto Wolff). Até quando?
3ª - A reforma da Previdência continua ocupando os maiores espaços em nosso mídia. É um debate dos mais apaixonantes, que entusiasma a todos, pois diz respeito à grande massa de trabalhadores desse País. Sou pelo fim de todos os privilégios e isso doa a quem doer, pois do contrário não conseguiremos atingir a nenhum objetivo saudável. E de tudo o que li sobre as movimentações, possibilidades de greves e tais, algo sobre a já “coisa do passado” greve do Judiciário, é o que mais condiz com a realidade: “Bela é a justiça brasileira, que decidiu tornar oficial uma greve que já durava 500 anos”.
Henrique Perazzi de Aquino - RG 9.710.205-2