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Creche tem dificuldade para concluir ampliação

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A Creche Irmã Catarina, que fica no Jardim Ipiranga e atende 65 crianças de 2 a 6 anos, é um exemplo da falta de recursos financeiros que atinge as entidades assistenciais de Bauru. Há um ano, a instituição iniciou uma obra para ampliar a capacidade de atendimento, mas o ritmo de construção é lento e não há prazo para que ela termine.

“Vamos entrar na fase de acabamento na semana que vem. Temos uma parte do material, mas vai ficar faltando a outra. A demanda do bairro é muito grande e temos cerca de 400 crianças na lista de espera”, revela a coordenadora da creche, Marlene Sábio Ferreira.

Enquanto aguarda o fim das obras, a creche tenta improvisar o espaço físico já existente. Um dos cômodos, por exemplo, serve simultaneamente de sala de aula e dormitório. “A gente vai fazendo um rodízio para atender todas as crianças”, revela.

Um dos espaços que serviam como sala de aula precisou ser desativado para abrigar os materiais de construção. A parede externa da creche também precisa de reparos, pois apresenta buracos e problemas de conservação.

Marlene estima que a manutenção entidade é de cerca de R$ 5 mil por mês. A prefeitura repassa R$ 807,00 e o governo federal outros R$ 272,00. “O restante é através de sócios, doações e promoções. Somos sete funcionários. É como se fosse uma pequena empresa”, diz.

A coordenadora conta que a creche também costuma realizar campanhas para suprir as necessidades. “A gente faz isso para comprar colchão, cobertor e outros itens. É caro por causa da quantidade que a gente precisa. Uma troca só não resolve e precisamos ter, pelo menos, duas. Tudo precisa de manutenção e isso é uma coisa cara e para a qual não podemos usar os recursos do governo”, declara.

Marlene afirma também que as doações que recebe da sociedade não resolvem todos os problemas da instituição. “Se eu ligar e pedir arroz, no dia seguinte eu tenho 50 quilos. Mas, se eu falar que não tenho dinheiro para pagar os funcionários, a colaboração não é a mesma. Comida é importante, mas o restante também é”, opina.

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