O Contratorpedeiro de Escolta Bauru - Be 4, ex-USS McAnn - DE 179, foi o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem a essa cidade paulista. O Bauru foi construído pelo estaleiro Federal Shipbuilding & Drydock Co., em Newark, New Jersey. Foi transferido por empréstimo e incorporado a MB em 15 de agosto de 1944, na Base Naval de Natal (RN), pelo Aviso n.º 1326 do MM, recebendo o indicativo de casco Be 3. Naquela ocasião, assumiu o comando, o capitão-de-corveta Sylvio Borges de Souza Motta.
Em 4 de dezembro de 1945, a Esquadra foi restabelecida pelo Decreto n.º 8273, ficando o Bauru, assim como os demais navios da classe Bertioga à 2ª Flotilha de Contratorpedeiros.
Em 20 de julho de 1953, foi retirado da lista de unidades pertencentes a Marinha dos Estados Unidos, sendo definitivamente transferido para MB.
Em 1955, com a nova padronização dos indicativos de casco da MB, teve seu indicativo alterado para D 18.
Em 5 de junho de 1964, foi transferido para o esquadrão de Avisos Oceânicos, quando foi reclassificado como Aviso Oceânico, teve todo seu armamento anti-submarino removido, e seu indicativo visual foi alterado para U 28.
Entre 22 e 28 de abril de 1980, participou de um exercício de ocupação e segurança das instalações portuárias de São Sebastião e do Terminal Almirante Barroso (Tebar), sob o comando do 1.º Distrito Naval.
Deu baixa do serviço ativo em 17 de setembro de 1981, tendo navegado 395.405 milhas náuticas e completando 1.423 dias de mar.
Depois da sua baixa foi submetido a um processo de modificações para devolver-lhe as características originais, sendo inaugurado como Navio-Museu em 21 de julho de 1982, recebendo de volta seu indicativo de casco original Be 4. Atualmente, se encontra atracado no Centro Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, junto ao Submarino-Museu Riachuelo - S 22.
Wellington Rogério Sversut