Rural

Manejo racional melhora produtividade

Da Redação
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Para ter aumento de receita em uma propriedade pecuária não é preciso, necessariamente, grandes investimentos. Basta usar medidas simples, práticas e as tecnologias disponíveis. O resultado direto do manejo racional é a melhora na produtividade. Este foi o recado do Grupo Provados a Pasto para os cerca de 200 pecuaristas presentes ao 1.º Encontro Técnico do grupo, realizado recentemente na Fazenda Camapuã (Iporá/GO).

No encontro foram ministradas palestras sobre a importância da genética, gestão da propriedade, bem-estar animal, sanidade, nutrição e reprodução. Logo após as considerações iniciais, o professor Mateus Paranhos da Costa, do câmpus de Jaboticabal da Universidade Estadual Paulista (Unesp), chamou a atenção para as boas práticas do manejo racional.

A qualidade total no manejo, associada ao entendimento do comportamento animal, gera ações menos agressivas e sem estresse tanto dos peões quanto dos animais, resultando, segundo o professor Costa, melhoria da produtividade.

“No Brasil aceita-se um índice de mortalidade do rebanho em torno de 8% a 10%, dependendo da raça. Mas o ideal é índice 0% na fazenda e 100% no frigorífico. E, acreditem, para isso não são necessários grandes investimentos em tecnologia”, ressaltou o professor.

Durante sua apresentação, Costa utilizou números para ilustrar a preocupação com a falta de cuidados no manejo: 6% das mortes de bezerros ocorrem nas primeiras 24 horas de vida, e 94% até os quatro meses de idade. Contusões graves causam prejuízo de 4 quilos de carne a cada dez animais abatidos.

Manejo adequado também significa boa alimentação e rigoroso cuidado sanitário. “Pastagens bem tratadas podem gerar até 300% a mais de ganho de peso de bovinos por hectare. Em contrapartida, o manejo errado de plantas invasoras triplica o prejuízo”, informou o engenheiro agrônomo Douglas Ribeiro.

No entanto, somente a pastagem não atende a todas as necessidades nutricionais do gado. Por esse motivo, o especialista em nutrição animal Jormando Cacheta discutiu, durante o evento, a definição correta da suplementação.

A boa alimentação, porém, não garante a imunidade do gado a enfermidades. “Há várias doenças reprodutivas, como brucelose e leptospirose, que impedem a multiplicação de bezerros. É preciso estar bem informado sobre incidência, controle e vacinação”, afirmou o especialista em reprodução de bovinos Cléber Souza Silva.

Ainda sobre multiplicação de bezerros, a especialista Cíntia Maria Gonçalves falou sobre a bioestimulação em novilhas nelore. Quanto maior e mais seguro for o resultado do processo de reprodução, melhor será o retorno econômico do investimento.

A inseminação artificial é uma técnica ainda pouco explorada no País, mas trata-se de uma ferramenta importante para maximizar os ganhos da propriedade. Em sua palestra, o zootecnista Ricardo Abreu ressaltou que a inseminação é uma forma de democratizar a genética de qualidade superior.

A pecuária brasileira possui escassez de touros melhoradores, e a inseminação é capaz de preencher essa lacuna. O sêmen de centrais é fornecido por touros avaliados por Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), que indicam as características econômicas mais importantes. “A DEP é a diferença esperada entre o desempenho médio dos filhos perante seus pais. É ela que mede o possível retorno econômico proporcionado”, explicou Abreu.

O ciclo de palestras foi encerrado por Hélio Tavares, consultor do Grupo Provados a Pasto, que apresentou as vantagens econômicas da seleção a pasto.

“O balanço foi positivo. Tivemos um dia inteiro de discussões e os pecuaristas permaneceram do início ao fim do encontro. Esperamos que eles tenham entendido a mensagem e reflitam como medidas simples, funcionais e eficazes podem auxiliá-los a aumentar a produtividade do rebanho”, disse Fernando Lemos Guimarães, parceiro Provados a Posto.

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Sobre o grupo

O Grupo Provados a Pasto foi criado em 1997 para selecionar touros jovens da raça nelore provados 100% a campo nas rigorosas condições do Brasil Central, e assim, oferecer ao mercado touros altamente férteis e produtivos. A seleção é feita em provas de ganho de peso que duram cerca de dez meses.

As avaliações seguem o regulamento básico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) para testes de campo e são adaptadas para levar em consideração circunferência escrotal, testículos, aprumos, andamento, dorso-lombo, bainha/prepúcio, cascos, boca, temperamento e atendimento dos padrões raciais.

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