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Vigias e porteiros são problemas constantes

Josefa Cunha
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Embriaguez e falta de tato. Estes seriam dois graves problemas verificados entre os servidores que trabalham como porteiros e vigias dos prontos-socorros. Nos últimos quatro meses, dois foram afastados das unidades. O caso mais recente ocorreu esta semana, quando um segurança que guardava a porta de entrada do PS Central agarrou uma usuária pelo pescoço para forçá-la a deixar a sala de espera.

O primeiro corregedor da prefeitura, José Luiz Trassi, disse que episódios dessa natureza não são comuns e que todas as denúncias recebem o encaminhamento devido. Ele confirmou a existência de funcionários dependentes de bebidas alcoólicas, bem como a dificuldade de administrar o problema.

“Trata-se de um servidor, de um ser humano que precisa de tratamento. Esses casos, que são poucos, são encaminhados ao serviço social, mas às vezes acontece uma recaída”, admitiu.

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Felinto dos Santos Neto, afirmou que a relação com os vigias é realmente complicada, muito por conta deles não serem vinculados à Secretaria Municipal da Saúde. “Não temos como agir, como tomar providências. O ideal seria que eles fossem terceirizados, porque daria para cobrar uma postura integralmente adequada, o que não é possível hoje”, expôs.

Desde 2000, todos os vigias municipais trabalham nos PSs em sistema de rodízio. O expediente foi adotado para estender a todos o benefício da gratificação mensal de 125% sobre os salários.

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