Política

Iamspe rejeita aumento de teto à AHB

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O superintendente do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), ex-deputado Milton Flávio (PSDB), não concedeu o pedido de aumento no valor do contrato solicitado pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB). A entidade mantém convênio de atendimento médico aos servidores estaduais.

A informação foi dada pela superintendência ao presidente da AHB, Joseph Saab, no último dia 19 de julho, durante reunião em São Paulo. O coordenador financeiro da entidade, Deives Gonçalves, e o diretor técnico, Samuel Fortunato, também participaram do encontro.

Segundo a assessoria de imprensa do Iamspe, o órgão já havia concedido aumento no contrato em vigência há seis meses. “O superintendente explicou que neste momento não existe condição de aumento do teto, cujo valor foi alterado no início do ano”, informa a assessoria.

Segundo o Iamspe, a AHB tem contrato de prestação de serviço no valor de R$ 210 mil por mês com a AHB. O instituto alega que as limitações orçamentárias impossibilitam assumir um novo aumento. “O órgão gerencia diversos convênios do Interior e tem que manter uma situação de equilíbrio”, cita o Iamspe.

Segundo Milton Flávio, são cerca de 130 contratos espalhados pelo Interior paulista. “Desde minha posse disse que o principal objetivo é descentralizar o atendimento do Iamspe com qualidade. Tenho que tratar igualmente os convênios em todas as regiões.

A AHB informou o instituto que tem interesse em ampliar o atendimento para os casos de alta complexidade, como o tratamento de quimioterapia.

A associação quer reduzir o número de pacientes que precisam recorrer ao Hospital do Servidor Público em São Paulo para receber atendimento de saúde. O Iamspe ficou de estudar a proposta.

Milhares de servidores são obrigados a recorrer à Capital para o atendimento, embora o próprio Estado conte com diversos hospitais fora de São Paulo. Mas o superintendente contou, em visita à cidade há um mês, que uma lei estadual impede o atendimento fora do Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades como o Hospital Estadual inaugurado em Bauru neste ano.

O Iamspe tem receita anual de R$ 300 milhões para atender a um universo de 800 mil servidores, incluindo dependentes. Apenas cerca de 100 municípios paulistas contam com convênios para esse tipo de serviço. A assessoria do Iamspe não conseguiu informar quantos procedimentos são realizados por mês em Bauru.

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