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Doutores já somam 80% na Unesp

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) está presente em Bauru há 15 anos, desde que o governo do Estado encampou a Universidade de Bauru (UB), em 1988. Mas foi de 1995 para cá que a instituição passou a se firmar como um potente centro de pesquisas no Estado, de acordo com os diretores das três faculdades que compõem a universidade - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), Faculdade de Ciências (FC) e Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB). Hoje, 80% dos professores são doutores.

O diretor da FC, José Brás Barreto de Oliveira, reforça que a transição desse conceito da universidade se deu entre os anos de 1995 e 1996, período no qual os docentes da instituição conquistaram o título de mestre ou doutor. “Os professores foram se titulando mais recentemente, depois da encampação. Por isso, só depois de oito anos começou a se destacar a área de pesquisa da Unesp de Bauru”, ressalta.

Enquanto tinha poucos professores-doutores, a instituição não conseguia aprovação para instalar a pós-graduação. “Quem não é doutor não pode apresentar o projeto”, salienta Oliveira.

Para se ter uma idéia da evolução nesse quesito, em 1988, apenas 5% dos docentes da FC possuíam o título de doutor. Atualmente, 81% deles têm essa formação, índice igual à média das demais unidades da Unesp.

O mesmo crescimento pode ser notado nas outras duas faculdades. A FEB, que deu origem ao que hoje é a Unesp de Bauru, tem 91 professores, sendo que 61 são doutores, 12 são livres-docentes, 14 são mestres e um é titular. “A partir da encampação é que os professores puderam se titular e, pelo menos cinco anos depois, é que pudemos colher os frutos”, destaca Lauro Henrique Mello Chueiri, diretor da FEB.

A Faac possui um quadro com 118 professores. Desse total, 52% são doutores, 41% mestres e 7% têm especialização nas suas respectivas áreas de atuação. “Praticamente não tínhamos professores-doutores na época que a UB foi encampada pela Unesp. Eram dois ou três que possuíam o título. Registramos um grande avanço nessa área”, ressalta José Carlos Plácido da Silva, diretor da Faac.

Os diretores explicam que, ao se tornar uma universidade pública, a instituição de ensino incentivou os seus docentes a buscar a titulação. “Com a incorporação, os docentes reduziram o número de aulas semanais e puderam obter afastamento para cursar pós-graduação”, destaca Chueiri.

Estrutura física

Além do investimento na qualificação dos docentes da instituição, a Unesp teve de transformar a sua estrutura para abrigar laboratórios avançados para o desenvolvimento das pesquisas.

Somente a Faculdade de Ciências recebeu, nos últimos sete anos, cerca de R$ 10 milhões para serem aplicados na sua infra-estrutura. “Os recursos vieram, principalmente, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)”, explica Oliveira.

A Faculdade de Engenharia também alimentou a sua estrutura com recursos enviados diretamente para o setor de pesquisas. Nos últimos dois anos, foram investidos R$ 2 milhões na criação de laboratórios e na compra de equipamentos.

A Faac, que tem cursos de pós-graduação nas áreas de comunicação e design, investiu em novas linhas de pesquisa e no aprimoramento do corpo docente para a evolução do mestrado. “O programa de mestrado de design é o segundo do País, o primeiro em uma universidade pública”, destaca Silva, diretor da faculdade.

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