Regional

Vigilância apreende queijo estragado

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Bariri - A Vigilância Sanitária de Bariri (56 quilômetros a Nordeste de Bauru) apreendeu anteontem cerca de três toneladas de queijos estragados. O produto estava sendo lavado em água quente e depois de receber embalagem nova era colocado de volta no caminhão frigorífico.

De acordo com o chefe da Vigilância Sanitária do município, Airton Luiz Pegoraro, o produto pertencia ao Laticínio Ouro Branco, de Ribeirãozinho (MT), e seria entregue em uma distribuidora de frios em Saltinho, na região de Piracicaba.

A proprietária da empresa teria alegado que o produto retornaria ao frigorífico, mas Pegoraro não descarta a hipótese de que o queijo pudesse chegar às mãos do consumidor.

Segundo ele, a carga tinha mais de 12 toneladas de queijo. Desse total, três estavam estragadas. O restante aparentemente não apresentava problemas. “A maior parte estava dentro do prazo de validade e a embalagem original estava intacta”, informou Pegoraro.

A parte imprópria para o consumo foi apreendida pela Vigilância Sanitária e depositada no aterro sanitário da cidade.

A denúncia, segundo ele, partiu de um morador da cidade que desconfiou da atitude dos funcionários da empresa (o motorista e seu ajudante). Ao perceber que a carga estava se deteriorando, a proprietária do frigorífico teria alugado um barracão em Bariri para lavar e reembalar o produto.

Desconfiado, o morador avisou a Vigilância Sanitária, que em seguida acionou a polícia. “Separamos o queijo que estava bom daquele que encontrava-se deteriorado e adulterado e inutilizamos esta parte”, disse Pegoraro.

O caminhão e os funcionários do frigorífico foram liberados após a elaboração do boletim de ocorrência, segundo informou o delegado Antônio Franceschini Júnior.

De acordo com Pegoraro, o dono do imóvel alegou que não sabia que o barracão estava sendo usado para essa finalidade. Ele também deve ser ouvido pelo delegado no decorrer do inquérito policial.

Segundo Pegoraro, a Vigilância Sanitária lavrou um auto de infração contra o frigorífico matogrossense e repassou a denúncia para o coordenador da Vigilância Sanitária de Saltinho, onde a carga seria entregue. O Serviço de Inspeção Federal (SIF) também foi informado do ocorrido.

A carga de queijo foi avaliada em R$ 70 mil, dos quais R$ 20 mil foram jogados fora. Segundo informou Pegoraro, o preço de atacado do produto era de R$ 6,50 o quilo.

De acordo com o delegado Francischini Júnior, a proprietária da empresa e os dois funcionários que faziam o serviço deverão ser indiciados por crime contra a saúde pública. O delegado não divulgou o nome dos envolvidos. O inquérito policial, segundo ele, deve ficar pronto dentro de 30 dias.

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