Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos é uma medida paliativa, que deve ser seguida por um debate dos problemas estruturais do setor automotivo.

“O IPI é uma aspirina; os problemas do setor vão além da questão tributária”, disse, durante o seminário “Exportações Automotivas”, promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo.

De acordo com Furlan, o governo federal não quer intervir nos setores industriais. Segundo ele, o governo tem de ser um ponto de catalisação das reivindicações dos setores e uma das maneiras para se fazer isso é o fórum de competitividade instalado no Ministério para áreas da indústria, como a siderúrgica e a automotiva.

“O governo não tem que mostrar o cartão vermelho ou amarelo toda hora; é essencial criar uma política de planejamento da produção e das entregas”, disse.

Para o ministro, o momento atual é de transição, por isso vários setores da indústria estão sofrendo. Ele afirmou que há um problema estrutural que envolve a capacidade de produção maior do que a demanda em várias áreas da indústria, e não apenas no setor automotivo.

Furlan admitiu que o problema está ligado à dificuldade de créditos e de financiamentos. “Nós temos uma situação no Brasil de transição, em que todos sofrem e ninguém tem razão”, declarou. “O governo precisava fazer o ajuste das contas públicas e isso foi feito; agora a intenção é dar uma resposta aos anseios sociais”.

A principal medida do plano emergencial para o setor automotivo foi a redução de três pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos novos. A queda atinge apenas para os carros de até 2 mil cilindradas e estará em vigor até 30 de novembro.

Nos três primeiros meses (de agosto até outubro) a redução será maior, de quatro pontos percentuais. Esse um ponto a mais ficará no bolso das empresas e não chegará ao consumidor, para compensar o imposto que foi pago pelos carros que estão no estoque. Em novembro, a redução ficará em três pontos percentuais e será repassada integralmente para o comprador.

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