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CEF exige fiador para a aprovação

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Para disponibilizar o Financiamento Estudantil (Fies) aos alunos das instituições privadas de ensino superior, a Caixa Econômica Federal (CEF) segue normas específicas, que começam com a avaliação dos dados socioeconômicos e terminam com a exigência de um fiador no ato da assinatura do contrato.

O gerente de mercado da CEF, Olair Ribeiro Filho, lembra que um dos pré-requisitos é que a instituição esteja cadastrada no programa. “Diante disso, qualquer pessoa pode se inscrever. Nós fazemos uma seleção que leva em consideração os dados socioeconômicos, como a renda da família, por exemplo. Vai ser feito um ranqueamento e as pessoas que tiverem mais necessidade serão atendidas”, afirma.

Segundo ele, os dados fornecidos pelo aluno são checados após o candidato ser aprovado. “São todas informações que ele presta no momento da inscrição e que, sendo selecionado, serão confirmadas por uma comissão”, revela.

O próximo passo é a assinatura do contrato, que requer a presença do fiador. Apesar das exigências, cerca de 160 mil estudantes de todo o País haviam feito a inscrição até a última semana. “Já representa mais de duas vezes o número de vagas, estimado em 70 mil”, lembra Ribeiro Filho. O prazo termina na próxima sexta-feira.

O gerente de mercado da CEF explica qual é o valor oferecido pelo Fies. “Ele corresponde, no máximo, a 70% da mensalidade. Se o estudante quiser menos do que isso, é uma opção dele”, diz.

Prazos

O pagamento do empréstimo começa a ser feito ainda durante o ensino superior. “Enquanto o aluno está cursando, a cada três meses ele paga uma prestação de até R$ 50,00. Quando terminar o curso, no primeiro ano vai pagar o valor que dava para a faculdade. Terminada essa fase, tem o prazo de uma vez e meia o tempo do curso para fazer a amortização total do financiamento”, revela.

Segundo Ribeiro Filho, a taxa de juros é de 9% ao ano. “Ela incide sobre o saldo devedor do contrato. O Fies não é uma operação comercial de ponta da empresa. É um bem social”, opina.

Ele afirma que os recursos do financiamento estudantil têm origem em fontes diferentes. “São dotações do orçamento do Ministério da Educação (MEC), 30% da renda líquida das loterias administradas pela CEF, taxas e emolumentos cobrados dos participantes e a reversão de financiamentos”, conta.

O diretor da CEF lembra que o programa passou por mudanças ao longo dos anos. “Tínhamos o Crédito Educativo (Creduc) anteriormente. Alguns mecanismos do Fies são um pouco mais criteriosos, para que a gente consiga reverter todos esses valores que são financiados”, diz.

• Serviço

As inscrições para o Fies podem ser feitas até o dia 22. O cadastro está disponível no site fies.caixa.gov.br. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-550101.

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