Tribuna do Leitor

Onde se filiar?


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Aproximando-se o prazo fatal para que os interessados em disputar cargo eletivo no próximo ano se filiem a partidos políticos, uma grande dúvida persiste na cabeça daqueles que só fazem política em períodos eleitorais. Em qual partido filiar? Qual o que oferecerá maiores chances?

Demonstrando falta de sintonia partidária e ideológica, estes candidatos a cargos eletivos mudam de partido e de ideologia política com facilidade incomum, sempre na busca incessante de sucesso eleitoral, como se o povo, o grande interessado no processo, fosse um mero coadjuvante, a quem os políticos devessem satisfações.

Eleitos, correm a se desfiliar do partido pelo qual se elegeram, mudando para outro de posição ideológica antagônica ou mesmo ficando sem filiação partidária, como se fossem os únicos donos do mandato conquistado nas urnas, buscando nova filiação somente as vésperas de eleições.

Para tal quadro mudar, necessário se faz uma ampla reforma política, com a implantação do instituto da fidelidade partidária, onde o detentor de cargo eletivo ficaria obrigado a dar satisfações sobre o exercício de seu mandato ao partido político pelo qual foi eleito, e em caso de condutas contrárias e incompatíveis com o Estatuto e Programa Partidário fosse expulso da legenda e consequentemente perdesse o mandato pelo qual foi eleito.

Com certeza, chegaria ao fim esta verdadeira dança de políticos, por legendas que lhe pareçam mais apetitosas no ponto de vista eleitoral, e a democracia brasileira estaria sendo reforçada, com a presença de partidos políticos fortes e com ideologia definida. E quem sabe estas verdadeiras aves de arribação da política conheceriam o fim.

Antonio Pedroso Jr.- chinello@terra.com.br

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