A reação equivocada de uma vítima de tentativa de assalto poderia ter lhe causado sérios problemas, ontem à noite, quando foi abordada por um homem armado, dentro da garagem de sua residência.
O fato ocorreu por volta de 20h, segundo o boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial. A vítima, de 66 anos, abriu o portão, guardou seu carro na garagem e foi abordada por um homem encapuzado e armado, que anunciou o roubo. Pensando que o assalto se tratasse de uma brincadeira de algum amigo, ela agarrou a mão do rapaz, para tirar-lhe a arma.
A vítima só percebeu que se tratava de um roubo real quando notou que a arma, de brinquedo, quebrou-se na mão do assaltante, e este saiu correndo para a rua. A vítima não foi encontrada para comentar o caso.
As investigações sobre a tentativa de roubo estão sendo conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). O delegado J.J. Cardia conta que ainda não há suspeitos para o caso. Ele orienta que as vítimas de roubo devem manter a calma, acima de tudo. “Se você for surpreendido na rua ou dentro de casa, tente observar os detalhes do assaltante, para facilitar as investigações”, orienta.
O delegado Marcelo Haddad, titular do 3.º Distrito Policial de Bauru, conta que esta não é a primeira vez que ocorre um caso deste tipo. “Mas é preciso se precaver, sempre. A orientação principal, em caso de roubo, é não reagir. Uma ação da vítima pode causar uma reação inesperada no assaltante”, alerta.
Segundo Haddad, no momento de um roubo, o assaltante pode estar nervoso, bêbado ou drogado, e se sua arma de fogo estiver engatilhada, um susto pode causar um disparo involuntário ou proposital.
“As pessoas devem sempre observar, quando estão chegando em casa, se há algum estranho no quarteirão, em atitude suspeita. É melhor você dar uma volta no quarteirão ao invés de estacionar ou entrar na garagem com o carro”, orienta o delegado. Ele indica que as pessoas liguem para a polícia caso suspeitem de alguma pessoa em atitude estranha.
Outra orientação dada por Haddad é para casais que namoram dentro de veículos, na porta de casa. “É comum quando o rapaz vai deixar a namorada em casa parar um pouquinho para namorar. Mas esses cinco minutos são suficientes para um roubo acontecer”, avisa.