Esta semana, no dia 27, será comemorado o Dia do Psicólogo e a proposta de festa dos profissionais da área é dar um presente para a sociedade brasileira com a criação do Banco Social de Serviços em Psicologia, que pretende angariar voluntários para trabalhar em órgãos públicos na melhoria das condições de vida da população do País.
O projeto coloca-se como possibilidade para avançar na meta de transformar as relações dos psicólogos com a sociedade, na direção de exercitar e ampliar o compromisso social da psicologia com a maioria da população brasileira.
O que se quer é dar visibilidade às práticas da profissão que oferecem uma necessária contribuição social, mas que não têm ainda amplo reconhecimento. Psicólogos de todo o Brasil querem conseguir isto, oferecendo serviços aos órgãos públicos, através de projetos sociais construídos em parceria com estes organismos.
Afinal, infelizmente, não são os serviços psicológicos que são caros, mas o padrão de vida do brasileiro que está bem aquém do acesso até as coisas básicas, defende a psicóloga Débora Cristina Fonseca, conselheira do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo e coordenadora da comissão de gestão da sub-sede Bauru.
Entretanto, Débora revela que o cumprimento da tabela de serviços publicada nesta página é obrigatória e também salienta a diferença entre uma consulta psicológica, seja de avaliação ou terapia, que dura em média uma hora a uma consulta médica que, às vezes, não chega a dez minutos e ainda custa menos.
“Os profissionais de psicologia atendem menos pessoas e fazem um trabalho dedicado e continuado a cada paciente. Além disso, é um profissional que também precisa investir na sua capacitação e reciclagem cada vez maiores e ainda, na própria terapia.”
Parecidos, mas diferentes
Psicólogos, psicoterapeutas, psiquiatras, os títulos são parecidos, mas cada um tem a sua função. É claro que um profissional pode assumir diversas especialidades, mas a priori o trabalho do psicólogo está voltado para a compreensão do ser humano através de uma série de abordagens. Ao contrário do psiquiatra que tem formação em medicina e pode atuar no combate a sintomas com a prescrição de medicamentos.
“Um psicólogo não pode prescrever absolutamente nada. Nem florais. Até mesmo porque os florais ainda não têm comprovação científica”, alerta.
Todo psicólogo pode ser um psicoterapeuta, mas tem muitas pessoas que usam indevidamente o título e até fazem parte de um conselho de terapeutas, criado por um grupo, mas não possuem a formação e a ética exigida para os profissionais da psicologia.
Por outro lado, ela aponta que os psicólogos de formação podem exercer várias abordagens e se especializar numa delas, seja na psicologia social, comportamental, nas terapias jungianas, na gestalterapia. “Eles assumem um olhar, um referencial teórico. Mas podem atuar em todas as áreas, do consultório a uma empresa, no setor público ou privado.”
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Quem é quem
Psiquiatra é um médico que fez residência em psiquiatria, e que trabalha com pacientes que necessitam de atendimento medicamentoso.
Psicólogo fez psicologia e atua na área clínica trabalhando com pacientes que podem necessitar de atendimento medicamentoso ou não. O psicólogo não pode medicar em hipótese alguma. O trabalho do psicólogo ou psicoterapeuta deve atuar na causa dos problemas e não nos sintomas, trabalhando de fato a queixa que o paciente traz. Em muitos casos, é necessário que o paciente seja atendido tanto pelo psicólogo quanto pelo psiquiatra.
Psicanalista é todo profissional que fez curso de psicanálise, seja um psicólogo, um psiquiatra ou qualquer outro profissional.
Psicoterapeuta é somente o psicólogo que normalmente tem especializações em algumas abordagens de psicologia clínica.
Terapeuta pode ser qualquer profissional com alguma especialização terapêutica ou outro curso universitário como por exemplo: terapeuta ocupacional, terapeutas holísticos, terapeuta em acupuntura, etc.